Espaço na frente de mar do Funchal poderia servir para instalar uma estação rodoviária

*Com Rui Marote
Há muito que os madeirenses sonham com uma rodoviária com deve ser. O Funchal, apesar de ser a terceira cidade do país importância, não tem uma estação de autocarros. Os nossos vizinhos canários têm-nas. A mais recente fica junto ao porto de La Luz e a outra fica na Triana. Muitos dos municípios  da província de Las Palmas albergam pequenas estações bem equipadas e modernas.
O Funchal sonhou nos anos 80 construir uma estação rodoviária nos jardins do Almirante Reis, onde hoje está implantados edifícios do parque de estacionamento, numa altura que a solução para o trânsito passava pela construção de parques. A ideia foi abandonada aquando da construção nos Viveiros do edifício dos Horários do Funchal que serve de sede  e de garagens da frota.
Entretanto, continua a Avenida do Mar a servir de local de partidas, chegadas e de estacionamento das viaturas da “Horários”. Quando o coronel  Morna encetou funções na empresa “Horários do Funchal”, e por sugestão nossa, incutimos a ideia de visitar a Rodoviária de Braga, que era uma estação na época de referência. Regressou eufórico mas o entusiasmo foi travado.
Continua-se a ter os autocarros estacionados na Avenida, sendo um entrave para o trânsito nas duas faixas, com as carreiras Rodoeste e SAM a cruzarem-se ao longo de toda a marginal.
Repare-se que na Avenida do mar junto ao teleférico, com as obras de toda aquela frente criou-se uma baía e um calhau com dois braços de protecção e que chegou a chamar-se de nova praia. De imediato a sociedade metropolitana sob a alçada da Vice-Presidência do Governo chamou de “enrocamento de protecção à praia de S. Tiago e à foz das ribeiras de Santa Luzia e João Gomes”. E embora não seja de facto praia, há sempre alguns aventureiros que a utilizam para se banharem.
Embora não sejamos arquitecto ou engenheiros, sempre alvitramos: e se unirmos os dois braços e fecharmos a boca dessa baía, e aterrarmos aquele espaço, não ganharíamos uma área soberba em dimensão? E nessa plataforma conquistada ao mar não poderíamos edificar a nova rodoviária, daqui nascendo as docas de saída dos autocarros, retirando da via pública esses veículos e dando à cidade outro visual?