“Direitos elementares não são moeda de troca”, escreve o social democrata Carlos Rodrigues sobre negociações daquilo que não é negociável

carlos rodriguesCarlos Rodrigues, deputado social democrata madeirense, assumiu uma posição frontalmente contra qualquer negociação que envolva contrapartidas para a Região em assuntos que são direitos e não devem, por isso, ser negociáveis.

Na sua página pessoal da rede social Facebook, o parlamentar refere-se, quando fala de assuntos não negociáveis como, por exemplo, o subsídio de mobilidade e a comparticipação do Estado na construção do novo hospital da Madeira, considerando que “direitos elementares não são moeda de troca”.

Escreve Carlos Rodrigues que “o subsídio social de mobilidade é um direito elementar dos madeirenses. A continuidade territorial entre Portugal e as Regiões Autónomas é um direito elementar dos seus residentes”, sublinhando, ainda, que “a comparticipação financeira do Estado na construção do novo hospital central da Madeira é um direito elementar dos madeirenses”

O deputado diz que “direitos elementares não são moedas de troca. Um direito elementar não é negociável. Negociar algo que tem de ser garantido e assegurado, por obrigação moral e legal é retirar-lhe qualquer valor. É contrariar tudo o que tem sido dito acerca destes temas, é menosprezar a luta de anos, é desmerecer a autonomia, é se colocar em posição inferior”.

Deixa claro que aquela é a sua opinião ta “enquanto social-democrata e, acima de tudo, madeirense. E já vou avisando: não sou eu quem tem de mudar. Estou muito bem no partido a que pertenço mas isso não me obriga a concordar com tudo o que daí vem”

E Carlos Rodrigues prossegue: “Escrevo isto aqui porque é um espaço público, porque quero que todos saibam. Tudo é negociável, excepto direitos elementares e princípios básicos de dignidade e identidade”