Novo hospital em pré-qualificação e 6,8 milhões para melhorias nos hospitais Dr. Nélio Mendonça e Marmeleiros

Pedro Fino
No âmbito das estruturas de Saúde, haverá intervenção no Bloco Central de Cirurgias e nos interiores do Hospital dos Marmeleiros. Foto Rui Marote

No discurso de posse, o secretário regional dos Equipamentos e Infraestruturas definiu três eixos de intervenção para o mandato que está a começar para este Governo Regional. Um deles é a garantia dos equipamentos de Saúde e Educação adequados à prestação dos melhores serviços aos madeirenses e portosantenses, assegurar a proteção e segurança da população e trabalhar na prevenção e conservação das infraestruturas públicas, na prevenção e conservação do património coletivo.

Aborda,neste contexto, a obra emblemática dos próximos quatro anos, o novo Hospital da Madeira, uma projeto que, neste momento, está numa fase de pré-qualificação, “que deverá ficar concluída até dezembro. Pensamos lançar, em janeiro os convites para apresentação das empresas qualificadas”.

Não fala em prazos quando avançamos com a questão sobre as obras no terreno. Também aqui, está consciente de alguns avanços e recuos já ocorridos ao longo do processo, naquela que tem sido uma tensão latente entre Madeira e República no tocante ao compromisso do Estado em comparticipar, em 50%, a obra do novo Hospital, sabendo-se que as contas não têm sido propriamente fáceis de fazer em função de uma interpretação diferente, dos governos de Costa e Albuquerque, sobre a incidência desses 50%. Não fala em prazos, prefere ser cauteloso.

Pedro Fino espera que a situação possa ser resolvida e que o Estado não insista na contagem, nesses 50%, da comparticipação, do valor patrimonial dos Hospitais Dr. Nélio Mendonça e Marmeleiros. Acredita nas negociações e num entendimento, lembrando que a Região já dispensou verbas próprias no processo, como por exemplo nos projetos e nas expropriações. A Região já tem um custo sem receber qualquer montante do Estado.

Mas o novo Hospital é um projeto, que tem o seu tempo de construção, desenvolvido ao mesmo tempo que os madeirenses precisam dos cuidados de saúde e de infraestruturas e serviços melhorados. Por isso, a par do investimento na estrutura hospitalar nova, haverá uma aposta nas unidades já existentes. Em custos, estamos a falar de 5 milhões para o Hospital Dr. Nélio Mendonça e 1,8 milhões para os Marmeleiros. Revela que haverá uma intervenção no Bloco Central de Cirurgias, “uma obra importante para o Serviço de Saúde da Madeira”, mas também lembra a obra nos Marmeleiros, já desenvolvida no exterior e que terá seguimento no próximo ano relativamente aos interiores.

Nos cuidados de saúde primários, faz referência aos centros de saúde, dá exemplos do Arco da Calheta, São Vicente, Boaventura, Seixal, Canhas”.

Ao nível da Educação, uma área também contemplada como determinante em termos de valorização de infraestruturas e equipamentos, Pedro Fino elenca algumas intervenções, para os próximos anos, designadamente a Escola da Ribeira Brava, a Escola do Estreito de Câmara de Lobos, cuja obra deverá avançar no início de 2020, além da Escola do Porto Santo, que falta terminar e ainda a cobertura de alguns polidesportivos.