Comando Operacional da Madeira desenvolve várias iniciativas em 2020, apostando inclusive na utilização de drones

O contra-almirante Dores Aresta

*Com Rui Marote

O Plano Estratégico do Comando Operacional da Madeira (COM) estrutura agora chefiada pelo contra-almirante João Dores Aresta, prevê já em 2020 várias iniciativas de interesse, inclusive a utilização de drones para vigilância a longa distância, numa colaboração com a Universidade da Madeira e com empresas madeirenses. O Funchal Notícias soube que o chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, almirante António Silva Ribeiro, esteve ontem em visita à Região e ratificou estas intenções, delineadas por Dores Aresta e que preconizam a alegada transformação infraestrutural e tecnológica do COM, dotando-o de melhores condições para a execução de missões, quer de natureza estritamente militar, quer de apoio de emergência ao Serviço Regional de Protecção Civil e à salvaguarda de pessoas e bens.

A supracitada utilização de meios aéreos não tripulados, os chamados drones, é vista como um avanço tecnológico importante, para o qual já terão sido dados os primeiros passos junto do reitor da UMa, para concretizar uma parceria, e para que haja a inclusão de jovens universitários neste projecto. O FN sabe que o novo comandante operacional tem acelerado os contactos para que seja possível realizar os primeiros testes desta capacidade, inédita a nível nacional, no âmbito do exercício LUSITANO 20, que se realizará na RAM no próximo ano.

Segundo soubemos, o dito Plano Estratégico do COM prevê ainda novas iniciativas de divulgação das Forças Armadas, com a demonstração de actividades militares e a realização de palestras em todos os concelhos da Região, mas ainda com o lançamento de uma nova iniciativa, denominada “Ingressa no Futuro”, dirigida a jovens mais próximos das idades de recrutamento. Isto não significa que não continue a iniciativa “Alista-te por um dia”, que apela a camadas mais jovens, mas desenvolver-se-á este esforço de divulgação das Forças Armadas numa faixa mais próxima da idade de recrutamento.

O almirante Silva Ribeiro, CEMGFA

O contra-almirante Dores Aresta pretende ainda abrir o Comando Operacional da Madeira ao estágio de estudantes da UMa e de escolas profissionais.

Dores Aresta quer ainda retomar a realização das Conferências de Segurança e Defesa Nacional, cuja última edição data já de 2016. Pretende ainda desenvolver um programa que promova a apresentação das novas capacidades do Comando Operacional a entidades governamentais, parlamentares e autárquicas, entre outras, a iniciar já em Janeiro de 2020.

Paralelamente, e procurando fomentar a abertura do COM à comunidade, realizar-se-ão mensalmente conferências temáticas sobre assuntos actuais, com convidados de destaque, oriundos da RAM. A iniciativa denominar-se-á “Conversas no COM”. O novo comandante quer ainda apresentar uma nova imagem do Comando Operacional na Internet.

De entre as diversas medidas a implementar na área das infraestuturas, merece destaque a requalificação dos alojamentos que acolhem o pessoal do COM, oferecendo-lhes melhores condições de habitabilidade. Estão ainda previstas melhorias nos refeitórios e áreas comuns, enquanto que na área tecnológica, a sala de operações deverá ser capacitada com um sistema de apoio à decisão, que sirva tanto operações militares, como operações de apoio a emergências civis, e a reactivação das redes de comunicações HF, de modo a garantir a autonomia estratégica das comunicações em toda a Região Autónoma, e ainda com o continente e os Açores.

Por outro lado, assumir-se-á, como aliás já anteriormente era intenção anunciada, a continuidade do exercício de operações especiais SOFEC, que deverá prosseguir atraindo à Região as principais forças de operações especiais de países aliados e amigos, numa extensão dos resultados do esforço de transformação do COM.