Presidente da Câmara do Funchal acusa PSD e CDS de “emissários” de Albuquerque no chumbo ao Orçamento

Miguel Silva Gouveia Orçamento
“O Funchal continuará a prosperar, não com o PSD e o CDS, mas apesar do PSD e do CDS. No Funchal”.

A Assembleia Municipal do Funchal, nesta segunda-feira, voltou a ser quente, como se esperava. Foi o segundo dia de discussão, mas agora com a votação que resultou num chumbo ao Orçamento e na aprovação do plano de obras, uma realidade que, pela contradição, motivou desde logo reação de Miguel Gouveia. PSD e CDS votaram lado a lado e marcaram o dia com esta decisão.

Miguel Silva Gouveia, na sua página da rede social Facebook, considerou que “numa decisão sem precedentes na História do Funchal, PSD e CDS aprovaram hoje, em Assembleia Municipal, o plano de obras e investimento do Município para 2020, mas chumbaram o Orçamento Municipal que permitiria financiar e executar essas mesmas obras. Ou seja, na prática, estamos todos de acordo sobre o rumo a seguir, mas PSD e CDS preferem boicotar as obras que os próprios querem ver feitas. Na prática, o chumbo ao Orçamento Municipal para 2020 deixa bem claro qual o papel de PSD e CDS no concelho enquanto emissários do Presidente do Governo Regional, que anunciou ontem o chumbo na primeira pessoa, para tentar estrangular o Funchal financeiramente”.

Escreve Miguel Gouveia que “o chumbo do Orçamento representará um corte de 10,4 milhões de euros nos investimentos previstos no próximo ano, afetando desde logo os programas sociais do Município, bem como dezenas de intervenções previstas em todas as freguesias do concelho. A ambos os partidos e, acima de tudo, aos funchalenses, fica, contudo, uma certeza: o Funchal continuará a prosperar, não com o PSD e o CDS, mas apesar do PSD e do CDS. No Funchal, ninguém se assusta facilmente, porque há seis anos estávamos em condições bem piores. Hoje, tal como nos últimos seis anos, os funchalenses continuam a saber com quem podem contar”.