Bloco de Esquerda acusa JPP, PCP e PTP de serem os “novos apêndices” da coligação PSD-CDS

O orçamento do Município do Funchal foi chumbado por uma extravagante coligação negativa que juntou aos votos do PSD e do CDS, os representantes únicos do JPP, do PCP e do PTP, acusa o Bloco de Esquerda. “Estes três partidos deram um contributo decisivo para a primeira vitória política da coligação PSD-CDS no plano autárquico, depois das eleições regionais de 22 de Setembro”, refere uma nota de imprensa.
“Depois de 43 anos com o PSD a governar a Madeira, depois de nas últimas eleições regionais o PSD, pela primeira vez ser obrigado a partilhar o Governo com o CDS e virar ainda mais à direita, estes três partidos (JPP, PCP e PTP) vêm colocar-se ao serviço da estratégia de PSD e CDS de recuperarem a hegemonia no plano autárquico em 2021”, acusam os bloquistas.
“O JPP não enxerga que está na mira de PSD e CDS em Santa Cruz? Ou esta votação denota um pacto de não agressão com os partidos da coligação? O PTP que nasceu no combate à ditadura laranja rende-se agora a quem sempre combateu e exibe a sua absoluta inutilidade. O PCP de quem se esperava que fosse a oposição mais consistente ao governo PSD-CDS, a única voz dissonante do consenso neoliberal sobre as privatizações a flexibilidade laboral e a superioridade da gestão privada, que une as demais forças na ALR, vem fazer um frete desta grandeza ao governo mais a direita que a Madeira já teve?”, espanta-se o BE.
“Estes partidos esperam algo de positivo para a Madeira do reforço da votação no PSD no futuro? Esperam crescer tão só à custa pulverização das outras forças de oposição e desistiram de combater o sistema podre de promiscuidade entre governantes e privados criado por Jardim e prolongado Albuquerque e que tem condenado os madeirenses à pobreza, ao desemprego e à emigração?
É realmente digno de registo o que aconteceu hoje na Assembleia Municipal do Funchal!”, conclui o comunicado do Bloco, assinado por Paulino Ascensão.