Funchal “despertou” para a época natalícia com o acender das luzes logo ao princípio da noite

Fotos: Rui Marote

As ruas da baixa funchalense encheram-se hoje de uma feérica iluminação de Natal, já habitual nesta quadra e que continua a cativar tanto locais como visitantes. Foram muitos os que se deslocaram à zona ribeirinha da urbe e às artérias mais acima, para desfrutar do espectáculo da iluminação natalícia.

Ainda a luz do dia não se tinha esvaecido, e já as lâmpadas acendiam em ruas historicamente marcadas pelo tipo de iluminação mais tradicional, a das luzes coloridas colocadas nas árvores, como é o caso da Rua João de Deus, frente à Escola Francisco Franco. Mais à frente, as queixas dos comerciantes encontraram algum eco e a Rua do Bom Jesus sempre apresentava lâmpadas brancas, suspensas em ziguezague. Mais no centro, na Rua Câmara Pestana, Rua do Aljube, Rua de João Tavira e Rua Fernão Ornelas, entre outras, os habituais “céus estrelados” e os motivos típicos da “Festa”, como o Pai Natal e as meias que se suspendem da lareira para encher de presentes, passam a marcar o quotidiano dos transeuntes.

Esta iluminação de Natal é considerada pelos lojistas como um grande incentivo ao comércio local no coração da urbe, cujas lojas têm de concorrer activamente com as grandes superfícies. E, a julgar pela reacção de madeirenses e turistas, efectivamente o seu efeito não é de desprezar.

Pouco depois das luzes terem acendido, o tráfego automóvel e pedonal aumentava já exponencialmente. Eram muitos os passeantes que, de automóvel ou a pé, sozinhos ou acompanhados por amigos e família, percorriam as ruas, admirando as iluminações supensas, das árvores ou dos postes.

Na Praça do Município, as fachadas iluminadas dos edifícios históricos e dos Paços do Concelho concorriam para criar esta atmosfera especial da época.

Muitas pessoas tiravam fotografias, posando alegremente. O FN presenciou muitos sorrisos para a objectiva, com os motivos natalícios como pano de fundo.

Até Janeiro, o Funchal fica mais animado. Desfrute da beleza do anfiteatro funchalense, complementado pela oferta de luz e cor no centro da malha urbana. Nem todas as cidades são assim.