Decorreu esta manhã, no Fórum Machico, a II Conferência do Caminho Real da Madeira.
Segundo uma nota de imprensa, estiveram presentes cerca de 70 pessoas a assistir ao evento, cuja abertura foi feita pelo Presidente Câmara Municipal de Machico, Ricardo Franco.
Esta segunda iniciativa agregou um espaço de reflexão conjunta que contou com dois painéis, o de CONHECIMENTO dos contextos históricos, etnográficos e naturais que caracterizam os Caminhos Reais; e o da VALORIZAÇÃO onde se abordou o que estes percursos podem aportar à RAM.
No primeiro painel foram palestrantes Isabel Gouveia (curadora do Solar do Ribeirinho, da Câmara Municipal de Machico), João Paredes (Real Associação da Madeira), Domingos Rodrigues (professor da UMa) e Lígia Oliveira (administradora do Projeto ‘Madeira Quase Esquecida’), com a moderação de Ricardo Miguel Oliveira (DN-Madeira).
Tânia Spínola (RTP-Madeira) moderou o segundo painel, cujos integrantes foram Eric Schumann (diretor dos hotéis GaloMar), Frederica Gonçalves (professora da UMa) e Hélder Jardim (chefe dos Escoteiros do Agrupamento 101/Santa Luzia).
Apresentaram-se documentos históricos, explicações sobre a estrutura dos caminhos, testemunhos pessoais, registos fotográficos, perspetivas do uso de tecnologia, e novas estratégias de turismo que contemplam os Caminhos Reais como alicerce.
Das intervenções surgiu a necessidade de classificar os Caminhos Reais como património mundial, e aproveitar a disponibilidade de fundos comunitários para a sua preservação. Urge digitalizar e disponibilizar espólio de maneira catalogada e habilitada de mecanismos de pesquisa “online” para facilitar a investigação e divulgação.
Para se alcançar na plenitude o potencial dos Caminhos Reais como “asset” turístico, recomenda-se que se procure certificá-los como caminhos turísticos a exemplo do que se passa na Alemanha e Franca. Isso implica a análise e validação do valor cultural, do estado de conservação dos caminhos e a formação guias, capazes proporcionar a experiência do “storytelling”. Existe por exemplo a possibilidade de a Madeira beneficiar do nicho do turismo religioso. É preciso investir em placas e sinalética no terreno e garantir transportes públicos adequados aos turistas. Os Hotéis Galo revelaram estar a inovar a sua oferta turística capitalizando no valor dos Caminhos Reais para a sustentabilidade.
No projeto MAC1420 SMARTDEST, a Universidade da Madeira aferiu que os Caminhos Reais, se munidos de tecnologia inovadora, poderão contribuir para a transformação da Madeira num Destino Turístico Inteligente de eleição. A tecnologia poderá não só criar experiências mais enriquecedoras para o caminheiro, ministrando-lhe informação contextualizada, como contribuir para a segurança dos turistas.
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