“O amor não é bater porque se gosta muito”, este foi o alerta da vereadora Élia Ascenção para alunos de Santa Cruz

lia ascenção Igualdade BSanta Cruz 25 de novembro Igualdade AA Câmara Municipal de Santa Cruz, através do seu Conselho Municipal para a Igualdade, assinalou, hoje, pela primeira vez, o Dia Internacional pela Eliminação da Violência Contra as Mulheres. A iniciativa decorreu na Escola Secundária de Santa Cruz, e contou com a presença da vereadora Élia Ascensão e da conselheira para a igualdade, Júlia Caré.

Numa nota do gabinete de comunicação da Autarquia, refere-se que Élia Ascensão recordou os números da violência doméstica e sublinhou “a importância da efeméride. Destacou, ainda, a relevância de assinalar este dia numa escola secundária e com alunos que estão precisamente a começar as suas primeiras relações amorosas. Momento também para  “delinear aquilo que aceitamos ou não como natural no quadro de uma relação amorosa”.

“É por isso que é na vossa idade que devemos começar a aprender que o amor não é dominar o outro, não é um sentimento de posse, não é bater porque se gosta muito, porque se tem ciúmes, porque se é homem ou mulher. Não é controlar, não é dominar. O amor é outra coisa e nunca, mas nunca deve matar, fazer sofrer ou ser dominância física porque se é mais forte, porque se é homem, porque se é mulher”, vincou.

A vereadora realçou a importância de se debater estes temas, e estabelecer o que é aceitável ou não no plano das relações humanas e no plano das relações amorosas.

“Fixem bem isto: todas as relações, sejam elas amorosas, de amizade, laborais, ou em contexto de escola, devem estar alicerçadas no respeito mútuo, na igualdade, na partilha entre iguais e não no domínio de um sobre o outro, não nas ideias feitas de que as mulheres devem obedecer aos homens, de que as mulheres são pertença dos homens, de que as mulheres, de alguma forma, devem sujeitar-se a serem menos, a serem a parte mais fraca de uma equação, a serem a parte dominada. Não há nada que explique ou que torne aceitável que relações entre seres humanos sejam ditadas por razão de diferença entre sexos. É a nossa humanidade e não a nossa sexualidade que deve orientar a forma como nos relacionamos. E, como seres humanos, devemos ser respeitados como iguais”, destacou.


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