MDM quer erradicar a violência contra as mulheres e escreve carta ao Governo Regional

O Movimento Democrático de Mulheres emitiu uma nota alusiva ao Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres, 25 de Novembro, alertando as mulheres para o exercício dos seus direitos e para a importância de não se banalizar a violência, seja violência doméstica ou a prostituição, ou o tráfico de seres humanos, ou a violência no namoro, ou ainda o assédio e a exploração laboral.

As raízes destas formas de violência” são as crescentes desigualdades sociais, a par da cultura do individualismo, situação que atinge particularmente as mulheres – dentro e fora de portas”.

Criticando o “modelo de mulher objecto, uma mercadoria transaccionável”, o MDM diz que há outras formas de violências que são
silenciadas e até toleradas, facto que o MDM condena. O MDM assume a tragédia que representam as mortes de mulheres por violência doméstica afirmando um caminho de acção e luta das mulheres e desafia as mulheres a agir de forma pública – inscrevendo a nossa indignação e apelo para que o Governo e outras entidades públicas articulem e criem os adequados mecanismos de intervenção”.

Nessa medida, o MDM reclama o reforço das verbas no Orçamento do Região para 2020 para melhorar a qualidade das respostas dos
serviços públicos de prevenção e de protecção das mulheres e os serviços de atendimento às vítimas em todo o território nacional; exige o cumprimento das Resoluções aprovadas que já identificaram os principais problemas; quer a denúncia dos crimes e promover a solidariedade com as mulheres vítimas de violência sexual em zonas de conflito e de guerra; exigir que a prostituição seja assumida em Portugal como uma grave violência contra as mulheres e implementar programas de saída com reinserção e protecção social.; prosseguir a luta pela alteração das mentalidades e dos preconceitos contra as mulheres incompatíveis com os valores humanistas de Abril, da liberdade e da igualdade; condenar a proliferação de imagens estereotipadas da mulher, objecto sexual, na publicidade, na
pornografia e nas redes sociais, com concepções violentas e fortemente sexualizadas da relação entre mulheres e homens”.

Por tudo isto, remeteu ao Govern0 Regional uma Carta Aberta exigindo o cumprimento da legislação em vigor. Promoverá ainda acções de contacto e esclarecimento junto de muitas mulheres divulgando as reivindicações do MDM.