Real Associação atribuiu recentemente prémios a artesãos madeirenses

A Real Associação da Madeira e do Porto Santo, tendo como patrono D. Duarte, duque de Bragança, atribuiu, no passado dia 13 de Novembro de 2019, os Prémios “Tesouros Vivos da Madeira” numa cerimónia no Hotel Quinta da Bela Vista.
A Real Associação considera que o universo das artes e ofícios apresenta características únicas que estão à guarda de muitos artesãos anónimos que se encontram espalhados por todo o Arquipélago e pela Diáspora. Estes artífices, refere uma nota, são os detentores de um conhecimento informal precioso que deve ser dignificado, reconhecido, preservado, catalogado e transmitido às gerações vindouras.
Os artesãos agora agraciados dominam o conjunto, pretendido, de saberes com valor cultural reconhecido, de raiz tradicional ou contemporânea e de técnicas com elevada perícia manual e estética, refere a presidente da Direcção da Associação, Maria do Carmo Melvill de Araújo.
Nesta segunda edição dos Prémios Tesouros Vivos da Madeira foram distinguidos pelo duque de Bragança, a artesã Madalena Andrade, com o Prémio Revelação na arte de balaios (cestos) e outras peças executados em palha de trigo; e Felisbela Camirra, a título póstumo, com o Prémio Carreira na mesma arte. Ambas da Ponta do Pargo,onde esta arte em palha de trigo é tradicional, e tanto quanto se sabe, única no arquipélago da Madeira, refere um comunicado da associação.
Por outro lado, foi também atribuído o Prémio Carreira  na arte de cestos e outras peças artesanais em vimes, a  José Fernandes, e o Prémio Carreira na arte do bordado artesanal da Madeira a Maria José Gomes Barbosa de Sousa.