Deputados subscreveram José Manuel Rodrigues, José Prada e Rubina Leal para a Mesa da Assembleia

José Manuel Rodrigues
José Manuel Rodrigues, José Prada e Rubina Leal são candidatos aos lugares de relevo na Assembleia Regional.

José Manuel Rodrigues presidente, José Prada e Rubina Leal vice presidentes. Estas são as notas de relevo da lista de candidatura da coligação para a composição da nova Mesa da Assembleia Legislativa da Madeira, hoje subscrita pelos deputados (são necessários 15), num quadro de governo de coligação PSD/CDS que já fez correr muita “tinta”. Como secretária figura Clara Tiago e como sub-secretária Cláudia Gomes.

A Assembleia Regional tem vindo a ser o centro das atenções da negociação governativa, que sendo poderes distintos, entraram quase em simultâneo na negociação governamental. O nome de José Manuel Rodrigues caíu mal em setores social democratas, em função da posição de relevo que consideravam dever ser ocupada por uma figura do partido vencedor.

Não foi esse o entendimento e amanhá será a vez da apresentação da candidatura, que confirma José Manuel Rodrigues o candidato da coligação à presidência da Mesa, sendo que o PSD indica José Prada e Rubina Leal e o PS Miguel Iglésias.

A indicação das vice presidências, não discutindo pessoas consideradas mais valias em diferentes vertentes do partido, está a suscitar algumas questões, designadamente há quem diga que a figura do secretário-geral de um partido, com funções marcadamente partidárias, não é compatível com a figura de equidistância que se exige a uma vic e presidência, causando por isso alguma surpresa que essa questão não tenha sido ponderada devidamente no seio do partido.

Outra questão prende-se com Rubina Leal, considerada a escolha natural para a secretaria da Inclusão e Assuntos Sociais, que já ocupou antes de sair para se candidatar numa missão difícil à Câmara do Funchal. A verdade é que, agora, todos esperavam que a posição de Albuquerque fosse no sentido de Rubina Leal caso tivesse a intenção de substituir Rita Andrade, o que também não era assim tão certo, mas acabou por ser. Mas Rubina ficou de fora com opção por uma alternativa mais técnica do que política.

A escolha de Augusta Aguiar, que se incompatibilizou com Rita Andrade, a secretária que chegou mesmo a demiti-la do Instituto de Segurança Social em vésperas de eleições – como o FN revelou hoje – surge naturalmente de uma situação em que Albuquerque foi “encostado à parede” e escolheu, havendo comentários que o líder terá cedido a eventuais pressões.

A verdade é que Rubina Leal, cuja integração no Governo seria mais do que natural, ainda por cima face à atual composição, acaba por ter na Assembleia o seu palco mais importante para estes quatro anos, na qualidade de vice presidente, uma situação que todos observam como uma forma de colocá-la de fora da opção governamental e que surge na linha do que aconteceu, por exemplo, com Eduardo Jesus e Rita Andrade.