Bloco no Caniço fala em igualdade de direitos

Bloco Esquetrda 3 de outubroA candidatura do Bloco à AR esteve esta manhã no Caniço, para lembrar, pela voz de Cássia Gouveia, a segunda candidata, que quando se fala em igualdade de género e em igualdade de direitos, falamos também em direitos das crianças, que são muitas vezes esquecidas e que também elas são vítimas de violência doméstica direta e indireta.

“Em Portugal as crianças continuam a enfrentar grandes dificuldades importantes naquilo que respeita ao cumprimento dos seus direitos.
Em julho de 2019 foi rejeitado pelo PS, PCP e CDS a proposta de lei do Bloco de Esquerda que garantia a proteção devida às crianças testemunhas de violência doméstica, reconhecendo-lhes o necessário apoio e direito à proteção”.

Numa nota do partido, enviada aos orgãos de comunicação social, refere-se que “está comprovada que as crianças que são sujeitas a violência ou que testemunhem episódios de violência, acarreta consequências nefastas para a saúde psicológica e emocional e tem um impacto negativo no seu desenvolvimento, comprometendo seriamente a sua capacidade de integração social e de sucesso escolar”.

Na maioria das situações, diz o Bloco, “as crianças só são consideradas vítimas quando são “vítimas diretas” do crime. A proposta do Bloco trazia a garantia de que as crianças fossem sempre consideradas vítimas, mesmo quando não fossem o alvo direto da violência doméstica, mas a testemunhassem ou com ela convivessem. Numa criança, a violência doméstica deixa marcas para o resto da vida. Não se compreende a rejeição de uma medida que toda a gente, com exceção do PS, PCP e CDS, reconhece como necessária, urgente e fundamental”