PDR diz que não pactua com a exploração no sector hoteleiro

O PDR considera que os salários dos trabalhadores na hoteleira são reduzidos dada a experiência e formação dos mesmos, sobretudo quando serviços similares pagam mais e onde “não são obrigados a saber falar línguas, a ter viatura própria e a ter disponibilidade imediata, sujeitos a horários repartidos, a troco de ordenados de 630 euros”.
Infelizmente, diz Filipe Rebelo, perante as adversidades da vida, muitos funcionários são quase obrigados a aceitar devido a não haver outro tipo de trabalho. “Tendo em conta que o turismo representa 7,5 % do valor acrescentado bruto nacional pede-se maior repartição de dividendos entre os trabalhadores tornando este sector apetecível a novos trabalhadores e melhores serviços ao cliente”.
Não esquecer que a maioria dos funcionários entra com contratos de 6 meses e sai muitas vezes sem acordo para renovação de contrato, retratando numa área onde há muita rotatividade anual de diferentes trabalhadores e a solução é emigrar, sendo as ilhas inglesas e a França os locais onde os nossos melhores trabalhadores vão trabalhar e onde são recompensados e reconhecidos como excelentes profissionais.
O PDR lamenta ainda que a Região, o seu governo regional, não dê o devido valor ao “investimento que é realizado pelas famílias na formação dos seus filhos em escolas hoteleiras, investimento esse que não será completamente ressarcido devido a um baixo salário para os seus progenitores em Portugal”.