Sara Madalena, vereadora do CDS na Ponta do Sol, é o rosto da candidatura centrista à Assembleia da República, cujas eleições decorrem já no próximo dia 6 de outubro. Mal acabou uma campanha, para as regionais, já começou outra, para as nacionais. E Sara Madalena já tem uma mensagem para passar: “combate diplomático em defesa da Autonomia”.
Numa ação de campanha, a candidata do CDS-PP lembrou hoje as duas vezes em que o líder regional do partido, Rui Barreto, votou contra o Orçamento de Estado na Assembleia da República por “ser prejudicial aos interesses dos madeirenses”, uma atitude que Sara Madalena prometer “repetir com toda a coragem”, se vier a ser necessário, porque “os madeirenses estão acima de tudo”.
No arranque oficial da campanha, a candidata escolheu a Praça da Autonomia por simbolizar o que pretende fazer no Parlamento nacional se os madeirenses e porto-santenses decidirem elegê-la: “Sou madeirense, estudei em Lisboa, conheço muito bem os custos da insularidade, sei os meses que estive de lá ficar por não haver possibilidades de vir à Madeira visitar os meus pais e irmão, sei disso tudo e das vicissitudes da autonomia. A autonomia tem de ser encarada como factor para a igualdade e não para o afastamento da República.”
Sara Madalena promete um “combate diplomático” na defesa da autonomia, mas pugnando para que o Estado respeite o que está instituído na Constituição. “Para a Madeira ser igual, precisa de fazer valer a sua autonomia e os seus direitos, não pode ficar a mofar na Constituição e no Estatuto Político-Administrativo. Por estarmos num pontinho no meio do Atlântico, não podemos ser nem mais – tudo bem – mas sobretudo não podemos ser nem menos do que qualquer outro português que vive em Lisboa, Beja ou Castelo Branco. Somos portugueses iguais.”
Terminadas as eleições para a Assembleia Legislativa da Madeira, a jovem advogada e vereadora na Câmara Municipal do Ponta do Sol diz que o CDS parte para “uma outra luta” que ela encara com “muita honra e dignidade”, mas também em fidelidade “aos meus princípios”, assumindo que “agora é tempo da luta pelos interesses da autonomia e da Madeira”, lembrando o voto contra dois orçamentos de Estado protagonizado por Rui Barreto quando o CDS era governo na República.
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