Albuquerque visita a Sala do Tesouro da Igreja Matriz de Machico

Igreja MachicoUma nota da presidência do Governo Regional dá contas que Miguel Albuquerque visita amanhã, dia 26 de setembro de 2019, pelas 11.30 horas, a Sala do Tesouro da igreja matriz de Machico, onde decorreram obras de restauro, no valor de 40 mil euros.

A Sala do Tesouro está instalada na capela adossada à matriz, na fachada sul, Capela do Terço, que foi edificada pelos paroquianos, em 1770, cuja arquitetura identifica o gosto barroco.

A devoção à Virgem do Terço é muito antiga em Machico, conhecendo-se, pelo menos desde 1724, menções a uma imagem desta invocação e à sua festividade que se realizava na própria igreja matriz.

A fim de ser aberta a Sala do Tesouro, da igreja matriz de Machico, e sob a tutela da DRC e dos seus técnicos, foram realizadas algumas intervenções necessárias, para a guarda e salvaguarda do tesouro de Machico, como a reparação das coberturas da capela; reparação e pintura de paredes, portas e janelas; adaptação de vitrines expositivas, adequadas a esta tipologia de objectos; além de uma prévia e cuidada limpeza das peças de ourivesaria com a colaboração do pessoal técnico do Museu Quinta das Cruzes.

Ao longo de todo o projeto foi necessário a realização de inventariação, classificação e estudo das peças de ourivesaria que constituem este “tesouro”, sendo realizadas fichas técnicas e de inventário individuais de cada peça. Todas as peças foram adequadamente fotografadas para estudo e publicação.

Além da exposição do Tesouro de Machico, será apresentando, ainda, um guia/desdobrável sistematizado, com informação essencial, e num futuro próximo conta-se com a apresentação de um “catalogue raisonné”.

Este tesouro, composto por peças de ourivesaria sacra (prata e prata dourada), muitas ainda usadas em épocas festivas cultuais, abarca produção nacional e regional, desde inícios do século XVI ao século XIX. Saliente-se que a igreja matriz de Machico, como outras igrejas madeirenses, recebeu ofertas régias, desde D. Manuel I, mas também ofertas das confrarias e de muitos fiéis, que ao longo dos séculos foi enriquecendo o seu tesouro. Algumas peças apresentam marca de ourives o que enriquece a informação sobre a peça.

Destacam-se, apenas, como exemplos, uma «Patena», de uma oficina flamenga (Antuérpia?), do início do século XVI, de prata incisa; uma «Cruz processional», de oficina madeirense, do início do século XVII, em prata relevada e incisa, assim como várias «Varas de Pálio»; um «Cálice», de oficina nacional, de meados do século XVII, em prata relevada e incisa; uma «Naveta», de uma oficina de Lisboa, datada de 1730-1750, em prata relevada e incisa.