Rui Barreto exorta a acabar com as maiorias absolutas de um só partido

Rui Barreto disse ontem que os madeirenses e porto-santenses estão perante “uma oportunidade para evitar que comunistas, bloquistas e socialistas cheguem ao governo na Madeira”, considerando as eleições regionais de 22 de Setembro “um momento para acabar com as maiorias absolutas de um só partido”.
O cabeça-de-lista do CDS-Madeira esteve em contacto com as populações no centro do Funchal e referiu às pessoas que, se hoje pagam muito menos pelos passes sociais, tal “deve-se a uma proposta do CDS e à teimosia” do partido que “andou seis meses pela Região a divulgar a ideia e por isso o PSD e o Governo não puderam recusar”.
“Há mais 7.300 pessoas a utilizar os passes sociais, e isso é motivo de regozijo porque significa que o CDS faz política com utilidade para as pessoas”, afirmou. “A política serve para corrigir injustiças como aquela que existia com o preço dos passes”, aproveitou para exemplificar.
O candidato considerou, por outro lado, que o CDS é “competente, faz trabalho e apresenta resultados”, e incentivou a acabar com as maiorias absolutas “que se traduzem quase sempre em prepotência e arrogância.”
O candidato garante que “o CDS é a mudança segura” e espera que o povo reconheça o trabalho que o partido tem feito.
Com as sondagens a entrarem na campanha eleitoral, o líder do CDS comenta: “Quando os resultados dão o CDS para baixo, eu não fico desanimado, também quando dão para cima, não fico excitado. Mantenho sempre o rumo de quem sabe onde está, o que vale e o que tem para fazer. Vou aguardar serenamente pelo dia 22 . O povo irá falar e dizer o que quer, mas espero que dê muita força ao CDS.”
Quando confrontado com os cenários possíveis em que o CDS poderá ver-se envolvido, o candidato responde: “Espero que o CDS tenha um bom resultado, que consiga reforçá-lo para que tenha mais influência. Quanto maior for a nossa influência, mais possibilidades temos de fazer vingar aquilo em que acreditamos. O poder está há 42 anos concentrado no PSD. Chega de maiorias absolutas! Mas os madeirenses também sabem que nós não podemos andar para trás, indo para os partidos radicais de esquerda que são contra a iniciativa, o investimento e destroem rendimento. Portanto, temos de fazer as coisas com equilíbrio, e o CDS é esse equilíbrio, é a mudança segura”, garantiu.