PCTP/MRPP defende reorganização do Serviço Regional de Saúde

O manifesto eleitoral do PCTP/MRPP para as Regionais de 22 de setembro defende a construção do novo hospital do Funchal e a reorganização do Serviço Regional de Saúde.

“O PCTP/MRPP foi o primeiro e único Partido a definir, clara e concretamente, o que devia representar para a Região o Novo Hospital Central do Funchal e a urgência da sua construção.

Este Hospital, no entender do PCTP/MRPP, tal como defendemos no programa das anteriores eleições regionais, não devia constituir mais uma unidade de tratamento de doenças e de cuidados de saúde da população, mas um Hospital exemplar, a última palavra no desenvolvimento científico e tecnológico da medicina e da cirurgia, que constituísse o pilar estratégico fundamental do desenvolvimento futuro da Região Autónoma da Madeira, e, designadamente, uma garantia para o apoio do turismo e dos seus novos sectores, desde o turismo da terceira idade ao turismo de doentes.

No campo da saúde, a Madeira deve bastar-se a si própria, não podendo ficar dependente da metrópole, nem da União Europeia, nem das regiões políticas atlânticas e africanas vizinhas.

Por isso, para que o Novo Hospital Central do Funchal seja um instrumento do reforço da autonomia política, económica e cultural da Região, a sua concepção e construção deveriam ter sido objecto de uma vasta, alargada e profunda discussão política, envolvendo o mais amplo e minucioso debate democrático de maneira a que, depois da construção e com a entrada em funcionamento do Novo Hospital Central do Funchal, a nossa Região Autónoma pudesse seguir novos rumos no progresso económico, social e cultural.

Desgraçadamente, nada disso sucedeu. O que nunca devia ter sido uma obra partidária, está a transformar-se logo na definição do projecto do Hospital num negócio do PSD.

Antes que seja tarde de mais, o PCTP/MRPP exige que se realize um debate mais alargado sobre o Novo Hospital a tempo de se corrigirem aspectos importantes, como a instalação nele, não prevista, da Faculdade de Medicina da Madeira.

Para além de ter de ser radicalmente alterado o sistema que obriga o madeirense a pagar pelo seu serviço regional de saúde mais do que os seus irmãos continentais, e que deve ser universal, geral e gratuito, continuamos a defender que todo o sistema de saúde da Região Autónoma da Madeira deve ser organizado tendo por centro e farol o novo Hospital Central da Região”.