JPP acusa PSD de ser partido “de uma autonomia monopolista e elitista”

Na primeira festa popular do JPP realizada no âmbito destas eleições regionais, o cabeça de lista do Juntos pelo Povo (JPP), Élvio Sousa, fez questão de deixar claro que não é um político “profissional”:  “Não trabalho, como alguns deputados ou candidatos a deputados, simultaneamente em representação de empresas. Eu trabalho para o patrão: o povo. Não trabalho das 8h às 13:00h na Assembleia, e das 14h às 18:00h num gabinete de advogados ou na chefia de uma empresa. Trabalho em exclusivo para o povo”.

O cabeça de lista do JPP aproveitou para acusar o PSD de ser um partido “de uma autonomia monopolista e elitista”. Na sua perspectiva, Miguel Albuquerque e Pedro Calado continuam a “vender” a Madeira e o Porto Santo a alguns grupos económicos monopolistas. “Eles não trabalham para o povo, eles servem-se em grande parte da escravatura fiscal que impuseram à região, para servir um banquete à mercê dos seus interesses”, fulminou.

“Hoje, tal como na Idade Média, somos governados por meia dúzia de senhores feudais, que vivem à custa dos impostos pagos pelo povo e pelas pequenas e médias empresas. Este “senhorio” despesista e de colónia centralista tem de acabar”, sentenciou.

Para o JPP, “os partidos tradicionais estão colonizados por agentes económicos, agentes anti-autonomistas, agentes que se preparam para rapinar os cidadãos e as empresas”. Já o JPP “está colonizado e povoado por gente de bem, que administra as finanças públicas, enquanto autarcas, como se fosse o seu orçamento familiar.”

Élvio Sousa referiu que os governantes do PSD fizeram uma dívida superior a 5 mil milhões de euros, “e daí adveio o agravamento do custo de vida, dos transportes, do aumento dos custos de serviços (água, luz e gás) e a redução do diferencial fiscal do Iva, que passou de 16% para 22%.”