O partido CHEGA alertou hoje para o desaparecimento da classe média na Madeira, com o aumento da pobreza e da extrema riqueza, numa visita às zonas das Madalenas e da Ajuda, onde pretendeu “dar alguma esperança” à população.
“A classe média está a desaparecer na Madeira, estão-se a criar os extremos – a pobreza está a aumentar e a extrema riqueza está a aumentar – e a classe média, que é o motor da economia, do desenvolvimento, está a estagnar e está mesmo em retrocesso”, afirmou o cabeça de lista do Chega às regionais madeirenses, Miguel Teixeira, em declarações à agência Lusa.
Antes da visita às Madalenas e Ajuda, onde destacou as dificuldades da classe média, o Chega visitou as zonas altas do Funchal, por considerar que “são zonas muito problemáticas a níveis sociais”.
“Normalmente, a Esquerda predomina nessas zonas”, indicou Miguel Teixeira, integrando a visita no objetivo “prioritário” do partido Chega de “combate à Esquerda”, através do contacto com a população para “convencê-la de que votar à Direita é um voto na libertação de uma série de coisas”.
Acreditando que “quer o PS, quer o PSD, não vão ter maioria”, o cabeça de lista do Chega manifestou abertura para participar numa “geringonça com partidos pequenos” e disse estar convencido de que tal vai acontecer após às eleições.
“Para um governo de coligação teríamos de ser mais de quatro, mas há quatro com que – não tenho dúvidas absolutamente nenhumas – não é difícil, de todo, chegarmos a um acordo, e seria uma forma de governação muito interessante para a Madeira. Seria, pela primeira vez, a democracia na Madeira, que é uma coisa que a Madeira não tem há 100 anos”, defendeu Miguel Teixeira, sem avançar, para já, o nome dos partidos com quem poderia chegar a um entendimento.
O programa de campanha do Chega para as eleições na Madeira incluía hoje uma ida a Porto Santo, que foi reagendada para o próximo sábado, devido à participação do cabeça de lista do partido num debate televisivo, que se realiza hoje.
Miguel Teixeira adiantou que a primeira visita a Porto Santo, além do contacto com as populações das zonas mais do interior, vai servir para preparar a ida do líder nacional, André Ventura, para um almoço-comício nesta ilha do arquipélago da Madeira, no dia 19 de setembro.
“Estamos muito empenhados em defender o Porto Santo de uma forma completamente diferente do que tem sido feito até hoje e que a grande maioria dos partidos continuam a defender”, declarou o cabeça de lista, reforçando que o programa de campanha dá “muita ênfase” a esta ilha, porque “os porto-santenses, além de viverem numa região ultraperiférica como a Madeira, têm uma dupla insularidade, pelo facto de viverem um bocado isolados naquela ilha”.
Descubra mais sobre Funchal Notícias
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.






