Rui Barreto afirmou em Santana que o voto no CDS “é um voto que não se perde”

 
O voto no CDS é um voto que não se perde, é um voto seguro que não cai em vão. A frase foi repetida vezes sem conta pelo líder do CDS-PP Madeira, esta segunda-feira, em Santana, no único concelho da Região onde a Câmara Municipal é liderada por este partido.
A campanha do CDS vai dedicar um dia em acções de sensibilização em cada um dos 11 concelhos da Região, refere uma nota do partido. O que se pretende é explicar o programa de governo, as ideias e propostas e acentuar dois propósitos: basta de maiorias absolutas de um só partido e desconstruir a bipolarização PSD e PS, garantindo ao eleitorado que o CDS é uma “alternativa segura e tranquila”.
Já ao início da noite, na freguesia do Faial, perante uma centena de militantes e simpatizantes, Rui Barreto declarou que “o CDS vai sozinho às eleições, não vai coligado com ninguém. Se estivéssemos com medo, porventura, já teríamos feito arranjinhos antes das eleições, mas nós acreditamos na nossa equipa, no nosso projecto e no nosso programa”, afiançou
Rui Barreto pediu ao eleitorado para olhar também aos candidatos. “Votamos em programas mas também em pessoas”, disse, recordando a posição que tomou em  2013 e 2014 enquanto deputado pela Madeira na Assembleia da República, furando a disciplina partidária quando PSD e CDS eram governo. “Por duas vezes votei contra o Orçamento de Estado. Fiz em nome da Madeira e dos madeirenses. Eu não vacilo. Sei onde estou, para onde vou e o que quero”, assegurou.
Em Santana, lembrou ainda Teófilo Cunha, o autarca que lidera a única autarquia CDS na Madeira, considerando-o “um bom exemplo de como devem ser geridos os dinheiros públicos”, referiu. “Quando há boa gestão e respeito pelo dinheiro dos contribuintes, isso traduz-se em menos impostos – a Câmara devolve aos munícipes todo o IRS que recebe. Tem dinheiro para ajudar em programas sociais, em todas as fases da vida, desde as creches ao secundário e ensino universitários, mas também aos idosos dos centros de dia e dos lares e ainda fica dinheiro para o investimento público. A Câmara vai investir este ano 6 milhões de euros. Isto é apenas um exemplo do que será o CDS se tivermos oportunidade de influenciar positivamente o destino da Região”, prometeu.
Problema de monta no norte da Madeira é a desertificação. “É um capítulo do nosso programa a que damos particular atenção”, garantiu, considerando necessário incentivar a fixação de pessoas através de um regime fiscal diferenciado.
Por proposta do CDS, em 2019, a taxa de IRC baixou de 15% para os 13% para os primeiros 15 mil euros tributáveis, sendo a mais baixa em todo o território continental, mas os centristas afirmam querer ir mais longe e fixar uma taxa geral mais baixa para as empresas que queiram ter sede fiscal no norte da Madeira e Porto Santo para estabelecimentos estáveis, isto é, têm de ter sede fiscal num dos quatro concelhos e criar postos de trabalho para que possam beneficiar de tributação mais baixa sobre os lucros obtidos.
Com o envelhecimento acelerado a norte, Rui Barreto referiu outra iniciativa do seu partido: o Estatuto do Cuidador. “Essa proposta ficou a meio da ponte”, explicou. “O Governo não quis a proposta do CDS, aprovou um Estatuto para atribuir um crachá. O CDS acha que quem cuida dos outros deve ter um apoio de 435 euros (o equivalente a 1 IAS)”.
A defesa dos produtos regionais através da contratação pública para a confecção de refeições nas escolas, creches, lares e hospitais, proposta que aguarda apenas regulamentação do Governo Regional, bem como a devolução de rendimentos à “sacrificada classe média” foram outros assuntos abordados por Rui Barreto.