Paulo Cafôfo prefere “diálogo e compromisso” em vez de “postura de gritaria”, César diz que se sente “a mudança na Madeira”

Cafôfo Estados Gerais (1) 7 de seetmbroA Autonomia foi o tema da última edição dos Estados Gerais, promovida esta manhã pelo PS-Madeira e que juntou oradores de ambas as regiões autónomas portuguesas, Madeira e Açores. Um momento para o candidato Paulo Cafôfo lembrar que o PS-M colocou, com esta iniciativa, “as pessoas no centro das prioridades”.

Paulo Cafôfo lembrou que “a Autonomia foi o melhor instrumento que os madeirenses e os açorianos tiveram de poderem desenvolver as regiões e promover a qualidade de vida das populações, isto «contra um centralismo de Lisboa, contra um esquecimento do país relativamente àquilo que se passa nas Regiões Autónomas».

No entanto, disse que encara a Autonomia de uma forma diferente daquela que tem sido utilizada por este governo regional, pelo PSD. «Eu encaro a Autonomia como a capacidade de nós podermos ser senhores e senhoras do nosso destino, termos a capacidade de resolvermos os nossos problemas e não estarmos à espera que sejam outros que os resolvam», disse, acrescentando que tal se trata de uma Autonomia de resultados. Neste sentido, deixou uma garantia: «eu nunca vou utilizar a Autonomia para pôr madeirenses contra madeirenses ou madeirenses contra os portugueses do continente»..

O cabeça de lista do PS-M às eleições regionais disse que a postura de gritaria e de exigências sem intenção de resolver os problemas e os diferendos não serve os madeirenses e os porto-santenses, pelo que «precisamos de diálogo, de estabelecer negociações e compromissos».

«Temos de dar um salto qualitativo, de uma autonomia onde haja provas», sublinhou Paulo Cafôfo, acrescentando que «uma prova de como a autonomia não evoluiu com o PSD é que temos na gaveta a revisão do Estatuto Político-Administrativo».

Paulo Cafôfo deu ainda conta das áreas prioritárias do seu programa, enunciando a aposta na criação de emprego, nas políticas sociais, na saúde, na educação, na habitação e na diversificação da economia.

Segundo uma nota do gabinete de comunicação do partido, sobre estes Estados Gerais, Carlos César, presidente do PS, discursou no encerramento da iniciativa, tendo destacado o caminho que o PS-M tem vindo a seguir. «É preciso ter coragem para transformar a Madeira numa terra de todos, onde todos tenham o direito de ter esperança, de ser tratados por igual, de acordo com as suas necessidades e ambições, onde todos devem ter as mesmas oportunidades. É esse o caminho com que vejo que o PS-Madeira se apresenta nestas próximas eleições regionais», afirmou, mostrando sentir que vai haver mudança na Madeira.

Já o presidente do PS-Madeira afirmou que o partido «não recebe, nem nunca poderia receber, lições de autonomia de ninguém, muito menos do PSD-Madeira», e salientou que os donos da autonomia da Madeira e dos Açores não são o PSD nem o PS, e sim os madeirenses e os açorianos.

Emanuel Câmara sustentou que a Autonomia visa o desenvolvimento económico e social e a promoção e defesa dos interesses regionais e que «não se coaduna com formas de governar em que uns valem mais do que outros, em que uns são levados ao colo e outros debatem-se constantemente com a necessidade de bater a portas que insistem em manter-se fechadas».

Regionais 2019

Também o cabeça de lista do PS-M às eleições para a Assembleia da República usou da palavra, tendo-se mostrado certo que «o PS-Madeira, com uma autonomia, governa muito melhor do que governa o PSD». «Nós queremos mais autonomia, queremos aprofundar a autonomia, porque nós sabemos fazer melhor do que eles e vamos demonstrar que sabemos fazer melhor do que eles», vincou Carlos Pereira.