
Na linha do que vem sendo habitual na nova “dialética” político partidária regional, desta vez foi a candidatura do PS às Regionais de 22 de setembro a escolher o Diário para contactar o eleitorado e dar a conhecer que Paulo Cafôfo vai pedir 300 milhões de euros a António Costa, quando o líder nacional socialista estiver na Madeira para o comício da “reentrada” da nova temporada política agendado para Machico a 31 de agosto. Os 300 mil correspondem a uma garantia que Cafôfo quer ver consagrada na Lei de Finanças Regional para uma distribuição em dez anos.
Face a este quadro, também pelo facto das campanhas, hoje, terem muito de componente de redes sociais, em função da abrangência e dimensão das mesmas, não demorou muito a resposta do secretário geral José Prada, na sua página da rede social Facebook. “Teria piada se não fosse patética esta predisposição do PS para gozar com a inteligência dos Madeirenses e Porto-Santenses, sacando mais um truque ilusionista da cartola, cheio de milhões. Neste caso 300 milhões”, começou assim Prada, sem rodeios e direto ao assunto.
São “300 milhões que serão pedidos a António Costa, numa exigência à qual este irá responder, obcecado, que sim, esquecendo que o povo Madeirense já não acredita na sua palavra”, diz Prada.
O secretário geral social democrata madeirense lembra que “desta vez o socialista Antonio Costa vai cumprir, garante o candidato do PS local às Eleições Regionais”, aproveitando para elencar um conjunto de situações pendentes com o Governo de Lisboa para contrapor ao “desta vez é que é” de Paulo Cafôfo: “Verdade? Como cumpriu com o ferry? Como cumpriu com o subsídio de mobilidade? Com a redução dos juros da dívida? Com o financiamento do novo Hospital? E por aqui me fico porque a lista de promessas socialistas não cumpridas é bem mais longa.
Prada pede “por favor, tenham vergonha na cara”. E acrescenta: “Evite-se a demagogia, a política é bem mais do que tudo isto. O nosso povo é inteligente, esclarecido. E a nossa população merece bem mais que isto. Mais e melhor”.
O social democrata deixa ainda a nota que “como se alguém acreditasse que tudo se resolve num estalar de dedos. Como se todos os problemas fossem simples de resolver, por magia…mas então porque é que nada resolvem no continente ou nos Açores, onde são poder?!
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