Professores com 60 anos poderão deixar a atividade letiva, segundo o programa de governo do CDS-PP

CDS-M professores“Os professores com 60 ou mais anos de idade que, por opção, queiram deixar a atividade lectiva e dedicar-se a outras funções dentro da escola, terão essa possibilidade consagrada no programa de governo do CDS-PP. Igualmente, os docentes com três anos de contrato com a secretaria da Educação devem ficar automaticamente vinculados ao quadro, uma situação em a Região Autónoma da Madeira é a única em todo o espaço nacional onde isso não acontece”.

“Viemos ao Sindicato apresentar algumas das propostas que o CDS irá incluir no seu programa de governo”, afirmou o deputado do CDS-PP, António Lopes da Fonseca, que se fazia acompanhar da professora da Universidade da Madeira e candidata do partido às eleições regionais, Margarida Pocinho. “Duas das nossas propostas vão ao encontro dos interesses dos docentes. Numa delas propomos que os docentes com 60 ou mais anos de idade possam, por opção, deixar a actividade lectiva, obviamente que não deixam a escola, ficam com outras actividades, permitindo o rejuvenescimento da classe docente com a entrada de novos professores. É uma medida fundamental que queremos implementar, caso o povo não dê mais uma maioria absoluta a um só partido. Não havendo essa maioria, haverá diálogo e partilha de propostas, é isso que o CDS pretende se o povo quiser o CDS no governo.”

O coordenador do Sindicato dos Professores da Madeira, Francisco Oliveira, ficou também a saber dos dirigentes centristas que os docentes com três anos de contrato devem passar para o quadro. “A Região Autónoma da Madeira é a única parte do território que ainda não tem esse compromisso”, disse António Lopes da Fonseca. “São cerca de 400 os professores que, depois de três anos consecutivos de contrato, deviam ficar vinculados.”

Regionais 2019

As duas propostas do programa do CDS não resultam em qualquer agravamento para as contas públicas da Região. “Não há acréscimo de custos financeiros porque os professores já estão no sistema, não estão é vinculados, portanto, queremos é que se mantenham, não apenas ao fim de cinco anos, como acontece agora, mas depois de três anos consecutivos”, esclareceu. “Na outra realidade, os professores podem ficar isentos da componente lectiva mas mantêm-se na escola, não estão a reformar-se. Ficam com outras actividades, de apoio ao estudo, na formação dos maiores de idade. Temos muitas pessoas ainda em idade ativa que precisam de formação e estas vertentes também são importantes. Além disso precisamos de rejuvenescer a classe docente, que neste momento está com uma média de idade de 50 anos. Dentro de poucos anos vamos precisar de novos professo