Albuquerque fala à Diáspora numa Madeira a crescer e ao Governo da República num sistema fiscal diferenciado na Região

Albuquerque II Encontro DiasporaAlbuquerque II Encontro Diáspora B“Quando falamos de investimento, falamos de confiança, que é determinante e fundamental para os empresários investirem e criarem riqueza e postos de trabalho para que possanos ter progresso na nossa Economia”. Estas declarações foram hoje proferidas pelo presidente do Governo Regional na abertura do II Encontro de Investidores da Diáspora.

Um momento em que Albuquerque teve dois alvos para fazer passar a mensagem, um a Diáspora visando o investimento, com a Madeira a crescer e os desafios de futuro. Outro para os que ali representavam o Governo da República. A Madeira deve ter um regime fiscal diferenciado. Para bem da Região e do País.

Miguel Albuquerque aproveitou o momento em que estão presentes os secretários de Estado da Economia e dos Assuntos Fiscais, para “reiterar o trabalho ciclópico do Governo da Madeira na consolidação das Finanças Públicas. O nosso primeiro grande objetivo foi que a Região saísse rapidamente deste colete de forças e fosse ao mercado para se financiar. Conseguimos. temos seis anos consecutivos com crescimentos e superavit orçamentais, temos uma redução substancial da nossa dívida pública, a Região tem uma percentegam de dívida inferior a 100% relativamente ao PIB, garantindo também que o investimento privado e público era uma realidade dinâmica da nossa recuperação económica”.

O líder do governo madeirense voltou a falar nos meses em crescimento da economia, já são 71, a taxa de desemprego de 7%, mesmo com os regressados da Venezuela. “Todo este percurso foi acompanhado com o apoio às empresas. Temos uma taxa de redução para as pequenas e médias empresas, de 13%, a ideia é prosseguir e para o ano termos 12%. O IRS teve redução progressiva nos seis escalões e queremos continuar este percurso que tem trazido resultados notáveis para a Madeira. Este é o caminho de uma economia aberta. E o grande desafio é como é que a nossa Região vai crescer economicamente. A Madeira tem uma dimensão central no espaço eurotlântico. O País deve aproveitar, quer a diáspora, quer a posição geopolítica das suas Regiões Autónomas para a abertura da nossa economia ao mundo”.

Falando para o mundo e com Durão Barroso a ouvir, Miguel Albuquerque abordou a questão tecnológica e lembrou o atraso da Europa neste domínio, relativamente à China e aos Estados Unidos, sublinhando a inexistência de empresas com escala em espaço europeu. “A grande tecnologia 5G será a grande disputa futura dos poderes. A Europa deixou-se atrasar pela crise do euro mas também começou a dar tiros nos pés”.

O Centro Internacional de Negócios da Madeira foi tema de abordagem por parte do presidente do Governo Regional, aproveitando para se dirigir aos secretários de Estado e dizer falar na necessidade de criar, nas Regiões, sistemas fiscais diferenciados que tragam vantagens competitivas para o nosso País. Não devemos ser ingénuos, estamos hoje a competir com a Holanda, Inglaterra, Chipre, Malta, Luxemburgo”. E neste domínio, criticou a posição de alguns deputados, no Parlamento Europeu, que “são so primeiros a estragar o trabalho que está a ser feito no nosso País, em benefícios de outros centros concorrentes. E o nosso Centro Internacional de Negócios é fundamental para a captação de investimento. Temos que saber trabalhar na defesa daquilo que é nosso, se não for assim, quem beneficia são outras praças”.