SINERGIA aborda questões que considera importantes relativamente às empresas do grupo EEM

O SINERGIA – Sindicato da Energia veio hoje a público informar que o seu vice-presidente e coordenador regional Emanuel Vieira e o dirigente e delegado sindical José Cunha e Sousa estiveram hoje de manhã presentes numa audição parlamentar, a decorrer na ALRAM, levada a efeito pela 7ª Comissão Especializada Permanente da Administração Pública, Trabalho e Emprego.

A Comissão que tratava a “Discriminação laboral e incumprimento do Acordo de Empresa (AE) na EEM, SA” foi pretexto para uma abordagem mais alargada, em que o SINERGIA teve a oportunidade de esclarecer os deputados quer sobre o Sindicato como parceiro
social de corpo inteiro subscritor do AE, já homologado pela decisão judicial de Março do presente ano, “quer sobre a problemática da negociação colectiva ao manifestar o desejo de que volte rapidamente à normalidade, de forma tripartida (Empresa e os dois sindicatos representados) e à mesma mesa, de forma leal e com o único propósito de encontrar soluções para os diversos problemas que têm sido diagnosticados na Empresa”.

Refere esta estrutura sindical que a maior responsabilidade da EEM deve ser a de prestar um serviço público de fornecimento de energia eléctrica aos consumidores da RAM, com qualidade e bons indicadores de serviço, no sentido de que as interrupções que existem sejam sempre resolvidas no menor espaço de tempo possível. “Este deverá ser o principal foco da Empresa com o apoio dos seus trabalhadores e seus representantes”, opina o Sindicato.

A EEM, refere esta estrutura, “é uma empresa que só depende dos valores pagos pelos consumidores da região, e do Sistema Eléctrico Nacional através da ERSE, de forma a cobrir os sobrecustos de sermos uma região ultraperiférica e um sistema eléctrico isolado que exige a implementação de outras medidas específicas. É uma empresa que tem apresentado resultados positivos há vários anos sem qualquer injecção de capital público”.

Contudo, na opinião do SINERGIA, há questões fundamentais a resolver no curto-prazo, nomeadamente a renovação dos quadros técnicos existentes, em especial nos centros produtores da Madeira e Porto Santo em que a falta de recursos humanos é premente;
criar e/ou integrar em Instrumento de Regulação Colectiva de Trabalho, as duas empresas do grupo EEM (EMACOM e ENEREEM), estabelecendo regras transparentes e equitativas na prestação do trabalho dos seus recursos humanos; corrigir os actuais reenquadramentos e efectuar requalificação dos recursos humanos, com ajustamento dos níveis remuneratórios existentes às carreiras profissionais; e implementar uma cultura de formação e reciclagem gradual dos trabalhadores, algo que, no entender do sindicato, tem sido claramente insuficiente.

“Aproveitamos para anunciar que o SINERGIA–Sindicato da Energia voltará a propor à outra organização sindical (STEEM) uma reunião de trabalho que esperamos, agora finalmente resolvida a questão do Acordo de Empresa, possa ser bem acolhida e frutuosa, no sentido de uma maior celeridade no trabalho de melhores soluções para as questões em cima da mesa, que afectam os trabalhadores da Empresa”, conclui o comunicado às Redacções.