Calado no Dia do porto do Funchal lembra estratégia “visionária” de Jardim ao mandar para o Caniçal a carga e a descarga

Dia do Porto do Funchal 2019
Pedro Calado lembra que “desde 2004, ano em que entrou em vigor o Plano Diretor do Porto do Funchal, verificamos que passámos de pouco mais de 283 mil passageiros, para mais de 541 mil em 2018”.

O vice presidente do Governo Regional aproveitou o Dia do porto do Funchal para lembrar a estratégia que classificou de “visionária” de Alberto João Jardim, então presidente do Governo, que procedeu à transferência, para o Caniçal, da carga e descarga de mercadorias. As obras de aumento da Pontinha, a gare marítima e os cruzeiros, mereceram referência especial, além de uma palavra para os trabalhadores.

Na linha do que vem sendo defendido pelo governo, Calado também fez a comparação do passado e do presente, também nesta questão do porto. “Temos uma realidade completamente distinta – para melhor. E quem não conheceu a “pontinha” como era, dificilmente compreenderá os passos que foram dados. O papel do Governo é esse: o de lembrar as medidas que adotou em cada momento e apresentar o resultado dessas decisões a toda a população, a quem nos elege. Estamos aqui para servir o povo e para melhorar a sua qualidade de vida”.

Pedro Calado lembrou que “a partir desse momento, toda a contentorização e toda a logística associada ao transporte de mercadorias passou a estar na zona Este da Madeira, precisamente, no eixo entre a Cancela e o Caniçal, que, entretanto, beneficiou de uma melhoria significativa em matéria de acessibilidades, de que é exemplo a Via Rápida”, explicando que, com essa medida, “o Governo Regional deu também um passo decisivo na definição daquela que é a vocação do Porto do Funchal para o turismo de cruzeiros. Por outras palavras, com a transferência dos navios de carga e os contentores para o porto do Caniçal, aumentámos, por um lado, a disponibilidade de cais de acostagem para navios de cruzeiro. E, por outro, retirámos os contentores de um espaço nobre da cidade, aumentando a qualidade da infraestrutura para o turismo”.

Calado diz que, se observarmos a evolução no número de passageiros de navios de cruzeiro, “fica comprovado que a decisão do Governo Regional foi acertada. Desde 2004, ano em que entrou em vigor o Plano Diretor do Porto do Funchal, verificamos que passámos de pouco mais de 283 mil passageiros, para mais de 541 mil em 2018, ou seja, um crescimento superior a 90% em 15 anos, o que é um resultado verdadeiramente extraordinário”.

Este aumento é muito positivo para a economia da Região., reforçou Calado, afirmando que associado ao turismo de cruzeiros “estão muitas atividades em terra, desde os circuitos e excursões turísticas, passando também pelo comércio e a restauração. Além disso, são turistas que deixam, em média, cerca de 100 euros, por pessoa e por dia, na economia regional”.

O vice presidente  julga que “também ninguém terá dúvidas de que a Praça Cristiano Ronaldo, na Avenida Sá Carneiro, oferece, hoje, elementos paisagísticos muito mais atrativos que uma série de contentores empilhados. Uma nova centralidade que veio a estimular a atividade económica nesta área da cidade, que muito poucos procuravam. Com as mudanças introduzidas, retirámos, também, o tráfego de veículos pesados de mercadorias e porta-contentores, beneficiando não apenas os turistas que chegam em navios de cruzeiro, mas – e sobretudo – os madeirenses que passaram a ter mais uma praça para poderem desfrutar de uma vista sobre o Porto do Funchal e para a cidade”.

O vice de Albuquerque acentua que “o Porto do Funchal é, hoje, uma infraestrutura que nos orgulhamos de possuir, quer pelas características naturais de toda esta baía e toda a sua envolvência, mas também pelas infraestruturas e acessibilidades que, entretanto, foram criadas e que evidenciaram esses atributos, acrescentando valor e maior eficiência dos acessos à área portuária. O Porto do Funchal desenvolveu-se de tal forma que, hoje, seria impensável imaginarmos este mesmo porto há 20 anos, com navios de carga e navios de cruzeiro. Camiões de carga no meio de gruas e autocarros de turismo”.

Calado dirigiu aos trabalhadores num momento em que se assinala os 57 anos da inauguração do Porto do Funchal. “Gostaria, em primeiro lugar, de prestar uma justa homenagem do Governo Regional a todos os colaboradores que trabalharam e que trabalham nos portos da Madeira. Alguns dos quais serão distinguidos hoje, de uma forma simbólica, mas de grande valor como reconhecimento público.

“Agradeço, também, aos clubes náuticos que desenvolvem as suas atividades desportivas na área dos Portos da Madeira, em particular no Porto do Funchal, os quais têm proporcionado a formação de milhares de crianças e jovens, na apenas numa perspetiva de formação desportiva, mas também humana e de integração numa sociedade cada vez mais evoluída e exigente”.