Albuquerque reafirma a defesa de viagens aéreas só a 86 euros para residentes e “ferry” todo o ano

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Albuquerque está hoje no último debate do Estado da Região nesta Legislatura. Foto Arquivo FN

Miguel Albuquerque está hoje na Assembleia Regional para o quarto e último debate do Estado da Região, referindo que foi “um compromisso estabelecido nesta legislatura, em que o Partido Social Democrata deu um importante impulso para uma maior participação do Governo Regional no escrutínio da ação executiva”.

O presidente do Governo Regional, que adotou uma postura de presenças regulares no Parlamento, prática que não era habitual em governos de Jardim, disse que ao o fim destes quatro anos e meio, “a relação entre o Parlamento e o Governo foi de franca e democrática colaboração, com as nossas diferenças perfeitamente assumidas mas que não impediram a ação fiscalizadora desta Assembleia e ajudaram a credibilizar a ação política, a democracia e a Autonomia”.

Na intervenção, discorrendo sobre diversos assuntos de relevância para a vida regional, Albuquerque abordou o subsídio de mobilidade, um assunto que tem provocado tensão com a República e motivo de enorme polémica regional, em função do impasse criado na revisão do respetivo modelo. A oposição acusa o governo PSD e o governo PSD acusa Lisboa.

Hoje, Albuquerque lembrou que, na vertente das ligações aéreas, “este Governo tem desenvolvido esforços em todas as frentes, para tentar alterar uma injustiça que o Governo Socialista teima em manter. Refiro o fim do adiantamento dos valores das passagens aéreas. Sempre defendemos o pagamento de apenas 86€. Todo o resto, deve ser o Estado a chegar a entendimento com as empresas e não o Madeirense a ser penalizado. Levamos três anos nisto, mas não há maneira de termos um PS que coloque os interesses da população acima dos seus objetivos eleitoralistas”. E por isso, diz, relativamente aos estudantes universitários que se encontram a estudar no continente “a Região assume a diferença entre o valor da tarifa e o valor do subsídio social de mobilidade”.

É neste contexto que o presidente do Governo acusa a esquerda. “As esquerdas mostraram como olham para os jovens universitários das Regiões Autónomas. Recusando apoiar a sua mobilidade. Negando um apoio importante para as suas famílias! Abrindo um fosso entre os universitários no Continente e os universitários nas Regiões Autónomas. Uns tratados como filhos. Outros como enteados. Foi este Governo quem se substituiu ao Estado e está a pagar este apoio às famílias”.

O chefe do Executivo Regional falou, também, na ligação marítima, no tão propalado “ferry”, dizendo que o seu Governo “desencadeou um concurso e garantiu uma ligação de 12 viagens por ano, pagando 3 Milhões de euros para assegurar a ligação marítima entre a Madeira e o Continente, substituindo-se ao Estado, que entretanto finge desconhecer o problema”, com uma mensagem para os madeirenses: “Não deixaremos de lutar por uma ligação todo o ano por via marítima”.

Albuquerque mantém-se na mobilidade como tema central e recorda o subsídio de mobilidade para residentes, nas suas deslocações ao Porto Santo. “Um incentivo para que a economia daquela ilha, que sofre de dupla insularidade, veja reforçada a coesão social, económica e territorial, veja a atividade crescer em períodos de menor procura combatendo o desemprego e apoiando assim as famílias e os empresários, combatendo a sazonalidade com um a medida concreta e de reconhecido sucesso, dada a procura registada. Investimos neste apoio, até maio de 2019 o valor de 2,6 milhões de euros”.