Morreu o polícia ferido com tiro de pistola na esquadra do Aeroporto na madrugada de domingo

O Comando Regional da Madeira da Polícia de Segurança Pública informou hoje, com profundo pesar, do falecimento do agente principal José Nelson Martins Vieira, o qual se encontrava internado no Hospital Nélio Mendonça em situação crítica na sequência do incidente ocorrido na madrugada do passado domingo.

Recorde-se que, conforme foi noticiado na imprensa regional, o agente em questão foi encontrado de madrugada na esquadra da PSP do Aeroporto da Madeira, vítima de disparo realizado com arma de fogo, presumivelmente, pelo próprio.

“Apresentamos as sentidas condolências ao filho, esposa, pais, irmãos e demais familiares e amigos do nosso camarada falecido e solidarizamo-nos com a sua dor”, refere o Comando da PSP do Funchal. “Agradecemos as todas as pessoas envolvidas no seu socorro, designadamente aos Bombeiros Municipais de Santa Cruz, à EMIR e a todo pessoal das urgências e uidados intensivos do Hospital Nélio Mendonça. Uma palavra de conforto e solidariedade a todos os colegas que mais de perto privavam com o nosso camarada José Nelson Vieira, em especial ao efectivo da Divisão de Segurança Aeroportuária da Madeira que recebeu com choque e consternação este trágico incidente”.

Conforme noticiou o DN Madeira, o agente ter-se-á deslocado, fora das horas de serviço, à esquadra do Aeroporto, onde habitualmente prestava serviço, onde depois terá perpetrado o acto lamentável. A situação espoletou de imediato discussão nas redes sociais sobre a necessidade de melhor apoio psicológico aos agentes policiais. Muitos, sabe-se, evitam consultar um psicólogo ou psiquiatra para falarem sobre os seus problemas. Para começar, porque existe um notório preconceito contra os que o fazem, por tal não ser visto com muita naturalidade; por outro, por haver a tendência por parte da hierarquia em apreender preventivamente a arma aos agentes que passam por períodos de instabilidade, sendo difícil aos mesmos prosseguir o seu trabalho normal em semelhantes circunstâncias, pelo que muitos evitam falar abertamente das coisas que os atormentam, como a qualquer ser humano.

De qualquer modo, urge a necessidade de mais e melhor apoio psicológico aos profissionais das forças de segurança, que muitas vezes trabalham por turnos ou em horários prolongados, o que só contribui para agravar uma eventual depressão.


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