Estepilha: Vou ou não vou à Quinta Vigia?

SERLIMA convite AEstepilha, não constitui qualquer novidade o presidente do Governo Regional receber, na Quinta Vigia, como tem acontecido, algumas classes profissionais e departamentos do seu Executivo, como forma de incentivar o convívio afável, próximo com os trabalhadores de diferentes setores. Nada de surpreendente, é um presidente que quer receber, sabe receber, é educado e ponto final, não se fala mais nisso. Podia ser agora como noutra altura. E já que vai receber, que seja agora. São finais de tarde bem passados, com vista de cortar a respiração e ainda por cima quando o verão aparece e é sempre bom nos colocarmos ao fresco, pelo menos em alguma parte do dia, para evitar prevenir eventuais “insolações”.

O Estepilha ficou, por isso, incrédulo, quando circula na internet, a tal zona que os políticos estão de pé atrás, uma carta/convite de uma empresa, no caso a Serlima, que convida os seus funcionários para um encontro na Quinta Vigia. Quem publicou a carta parece ter ficado surpreso, mas assim, à primeira vista, sem ver bem e sem ler bem, não se dá conta de tamanha observação. À primeira vista, não. Mas depois de ler melhor, realmente, podiam ter dado um outro formato à coisa, em vez de ser a empresa em primeiro lugar e o presidente em segundo a convidarem os trabalhadores, em papel timbrado do grupo empresarial, para a “casa presidencial”, talvez pudesse ser o próprio presidente a convidar as empresas, nada de mal, para um convívio na Quinta Vigia. Poderia ser alvo de crítica na mesma, seria sempre, podia ser mal interpretado em ano de eleições, seria sempre, mas pelo menos era mais correto. E aquela de ficar escrito quem vai e quem não vai, para memória futura, do género preencha, corte pelo picotado e entregue, também talvez seja excessivo. Não era necessário, pelo menos.

“Juntos criamos momentos memoráveis”, refere o documento para o trabalhador refletir enquanto pensa se vai ou não vai…