Secretário-geral do PSD-M pergunta como é que Cafôfo quer resolver Habitação até 2026 se fez pouco na CMF e mandato é até 2023

O Secretário-geral do PSD-Madeira, José Prada abordou hoje a questão da Habitação Social e as promessas da candidatura de Paulo Cafôfo.

“Este “é o momento de agir” ou será mais o momento de lançar promessas ao desbarato?!

Voto mais na segunda hipótese. Alias, promessas que têm a particularidade de apresentar-se a 10 anos, ou seja, para além do próximo mandato que, ao que se sabe, vai até 2023, por parte de uma candidatura socialista que se propõe a resolver, como que por magia, todos os problemas da Região.

Falemos, então, dos problemas de habitação que o candidato do PS/M promete resolver até 2026 (?), esquecendo-se, todavia, da gestão que, enquanto presidente do Município do Funchal, fez neste pelouro.

Embora não dê muito jeito, há quem se lembre que o referido candidato, em 6 anos de presidência na CMF, não só não resolveu os problemas habitacionais do Município como conseguiu agravá-los. Entre outros exemplos, refira-se a demora nas licenças de construção/reabilitação de casas, o desmantelamento do gabinete técnico das zonas altas e a falta da promoção de habitação por intermédio da reabilitação urbana, já que não existe nenhum prédio no Funchal reabilitado para este fim, nestes 6 anos de governação autárquica.

Ainda como exemplos, refira-se a inexistência de uma estratégia de reabilitação no parque habitacional da CMF, o Programa Amianto Zero sem conclusão prevista (e até ao momento sem qualquer execução no que concerne à remoção de Amianto) e, já agora, a própria redução deste parque. Isto para além da discriminação dos inquilinos e moradores dos bairros tutelados pelo Governo Regional em áreas que são estritamente da competência municipal, como sejam a manutenção das redes públicas de saneamento básico e de água potável e a manutenção de jardins públicos.

E, já agora, agradece-se que o candidato tenha admitido que o problema do agravamento da deterioração da habitação na RAM se deva à alteração da legislação das rendas, promulgada em 2012 pelo Governo da República e sem qualquer alteração nos 4 anos do Governo da Geringonça, ilibando, neste caso, o Executivo Regional de culpas na matéria.

No entanto, não será de estranhar que o referido candidato nunca se tenha lembrado deste tema antes e nos diversos murros na mesa que diz ter dado junto ao seu amigo António Costa?”