Dia de Portugal em 2020 dividido pela Madeira e África do Sul, conselheiro diz que as comunidades “têm sido esquecidas” no 10 de junho

José Nascimento
O advogado José Nascimento, membro do Conselho das Conunidades Madeirenses, diz que o Dia de Portugal tem esquecido as comunidades.

O primeiro-ministro António Costa confirmou hoje que as comemorações do Dia de Portugal, de Camões e dass Comunidades Portuguesas, em 2020, terão lugar na Madeira e junto da comunidade portuguesa na África do Sul, onde particularmente a Madeira tem uma forte representação, um quadro que já tinha sido avançado pelo Presidente da República.

António Costa revelou que as comemorações do próximo ano começam na Madeira e prosseguem em território sul-africano, a exemplo do que ocorreu este ano, com Portalegre e Cabo Verde.

Como primeira reação à notícia, o conselheiro das comunidades madeirenses, pela África do Sul, José Nascimento, advogado e com uma presença muito ativa nas relações com as autoridades políticas sul-africanas, mostrou-se muito satisfeito com esta decisão, apontando que “as comemorações do Dia de Portugal, na África do Sul, representam um marco importante para a comunidade portuguesa, até porque as comunidades são, por norma, esquecidas neste contexto das comemorações, tanto aquelas que ocorrem em território nacional, como aquelas que ocorrem na Região Autónoma da Madeira, onde as iniciativas não têm em conta a presença de membros representativos das comunidades, apesar do dia se chamar de Portugal, de Camões e das Comunidades”.

José Nascimento fala, neste particular da decisão para 2020, que se trata de “carinho muito especial e um apreço particular pela comunidade. Felizmente que foi decidido desta forma e estou certo que a própria comunidade, que tem um grande orgulho pela Pátria, que vive Portugal com muita intensidade apesar da distância, vai responder com a sua presença e participação nestas comemorações”.

Recorde-se que, relativamente a este ano de 2019, houve alguma crítica pelo facto destas comemorações não terem lugar na Região, até pelo facto de se comemorar os 600 anos das Descobertas, mas a realização de eleições regionais, fez com que a opção da República fosse outra.