Segurança Social quer acabar com carta-cheque e mandar beneficiários para os CTT, situação afeta 100 mil

segurança socialA situação já está a provocar descontentamento e resulta do que a Segurança Social está a pensar fazer relativanente às carta-cheque para pagamento do subsídio de desemprego e outras prestações, que até agora iam para casa dos beneficiários e vai passar a ser um serviço com pagamento nos CTT, de acordo com uma notícia hoje publicada pelo Jornal de Notícias. A carta-cheque acaba, assim, para 100 mil beneficiários.

Segundo o JN, a Caixa Geral de Depósitos (CGD) comunicou que não pretende continuar a renovar o contrato em condições que considera “penalizadoras”. Nos próximos meses, a Segurança Social pretende passar esses pagamentos para os balcões dos CTT. Mas também aqui há atrasos e dificuldades.”

Refere o mesmo jornal que “o Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social (IGFSS) dá conta dos problemas que afetam os pagamentos que ainda não são feitos via transferência bancária – 16% do total. No último Plano Estratégico, revela que o único banco que prestava o serviço de carta-cheque denunciou o contrato que mantinha. Ao mesmo tempo, o fecho de estações de CTT resulta em “dificuldades crescentes” na emissão e pagamento de vales-postais”.

Apesar de estar garantido que os pagamentos estão assegurados, a situação provoca grandes dúvidas, uma vez que a intenção é obrigar mais beneficiários a terem conta bancária, mas sabe-se, também, que há muitos idosos que não têm e que sentirão grandes dificuldades com esta alteração.

Além disso, em determinados períodos do mês, as estações dos CTT prestam um serviço muito moroso em função da enorme afluência, ocorrendo mesmo esperas de horas para um atendimento, situação que ocorre um pouco por todo o país e também é visível na Região, particularmente nas estações mais movimentadas, as do Funchal e a do Caniço são exemplos disso.

Estão em causa, nas cartas-cheque, 2% dos pagamentos, com os balcões dos CTT a assegurarem outros 14%.