Mário Pereira partilha impressões sobre o impacto das alterações climáticas no degelo da Gronelândia

Nas instalações científicas da agência cientifica americana em Kageslussuaq, Gronelândia.

 

O médico e deputado do CDS-Madeira, Mário Pereira, está no Gronelândia, onde contactou com cientistas e assistiu a uma palestra sobre a pesquisa climática naquele local do planeta, que inclusive abordou a velocidade com que as calotes geladas estão a derreter. Com o FN, partilhou as suas impressões captadas naquela região autónoma da Dinamarca. No debate, questionou sobre “Os mecanismos de feed-back climáticos e a reversibilidade do degelo no Ártico bem como a importância da reflexibilidade da atmosfera, conhecido como fenómeno de albedo”. Foi uma oportunidade de contactar com o dr. Konrad Steffen, um dos investigadores seniores das alterações climáticas, que dirige o projecto científico SPC em parceria com a NASA.

“As alterações climatéricas estão na ordem do dia. Estão comprovadas pela ciência, monitorizadas ao detalhe”, refere Mário Pereira, num texto que nos remeteu. “Mas a política, como muitas vezes acontece, nega o inegável. Então, não há como ver “in loco”, com os próprios olhos, e falar com os “experts”. Assim fiz, tirando partido de uma sugestão, deixada por antigos formadores do UCL do Reino Unido, deslocando-me ao Ártico. Aí fui informado pelos cientistas americanos da National Science Foundation (NSF) do que está a suceder. O degelo da calote gelada da Gronelândia, o recuo da própria calote polar no Ártico. Tal, conjugado com o que se passa no Pólo Sul, permitem-lhes desenhar um retrato de como as alterações climáticas são causadoras de tudo isto e, na sua génese, o aumento da temperatura do planeta. Não o aumento em todas as regiões, algumas até estão mais frias, mas a temperatura média e de uma forma vincada. Da voz dos cientistas senti determinação, preocupação, por vezes angústia por não serem ouvidos por alguns políticos. Dos cientistas americanos ouvi elogios à Europa. Das populações locais, incerteza. De tudo isto”, refere Mário Pereira, “fico com três convicções:

Debate entre cientistas após a conferência das alterações climáticas nas instalações referidas.

Uma, estamos todos no mesmo barco, um mesmo “Ponto Azul” na imensidão do Espaço. Dois, a humanidade a seu tempo reagirá, mais cedo ou mais tarde, enquanto prevalecer a ignorância ou discernimento. Três, como qualquer desafio, sairemos mais fortes, esclarecidos e pragmáticos, aprendendo com a lição que a Natureza nos fará interiorizar. E não nos esqueçamos, o clima tem um software de gestão, chama-se Oceano, e a Madeira está no meio dele! E não posso deixar de sentir orgulho de o CDS, nomeadamente no Parlamento Europeu, estar na vanguarda da defesa das políticas amigas do ambiente”, conclui.