António Costa, o primeiro-ministro, disse hoje, em entrevista à TVI, esperar que a lei da contagem do tempo integral de serviço congelado aos professores, seja chumbada na votação final global. “Se for aprovada põe em causa a estabilidade orçamental do País. Não posso assumir uma responsabilidade desta dimensão para o futuro”. E manteve o que já tinha dito, sai se o documento for aprovado.
Costa assume que “há grandes diferenças de fundo entre o PS, o PCP e BE”, mas salvaguarda que “até agora, nenhum partido deixou de cumprir o que foi acordado. Foi positivo do ponto de vista da estabilidade política e da situação financeira. Até agora, nenhuma votação do PS, foi posta em causa. Isto só aconteceu quando em vez do voto do PS se somaram os votos do PSD e CDS. Ninguem ficou surpreendido com a posição do PCP e do Bloco de Esquerda. Quem mudou a posição foi o PSD e o CDS, estes partidos é que deram uma grande cambalhota, que vieram viabilizar o que nunca viabilizaram anteriormente”.
“Não vou criar ilusões e prometer o impossível. Não vou fazê-lo agora nem daqui a dez anos. O que é possível é devolver 2 anos 9 meses e 18 dias, prosseguindo uma trajetória para reduzir o défice e a dívida. Mais não posso prometer”.
O primeiro-ministro recusou sempre responder à questão dos jornalistas da TVI: “Não se sente atraiçoado?”.
Em relação à confiança no PCP e BE e PEV
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