
Manuel Brito refere que “o problema do Hospital dos Marmeleiros é muito sério. Quando era governante, nomeei um grupo de trabalho para avaliação do novo hospital da Madeira, na sequência de me parecer haver um consenso mas a necessitar de pareceres técnicos. A comissão trabalhou muito bem, o relatório está excelente e permitiu-me trazer ao poder político a solução, que era caminhar para o novo hospital”.
O médico diz, no entanto, que “o novo hospital não vai resolver, por si só, os problemas da Saúde na Madeira”.
Manuel Brito, que está a ser ouvido na Assembleia Regional, no âmbito da comissão eventual de inquérito às listas de espera do SESARAM, disse, já no que toca às listas, que “os tempos médios garantidos não foram postos por acaso”. E por isso, os 1168 dias de espera para atos cirúrgicos gerais, apontados pelo deputado do CDS, Mário Pereira, são “preocupantes”, revela Manuel Brito, um médico que dirigiu a Saúde na Região no início deste Governo Regional liderado por Miguel Albuquerque e que está a ser ouvido, no Parlamento Madeirense, no âmbito da comissão eventual de inquérito às listas de espera do SESARAM.
O ex-governante disse ser “muito exigente na área oncológica”, revelando que a nível nacional os tempos médios estão a ser cumpridos. Um momento que Mário Pereira, do CDS, teve um aparte: “Os seis meses do Continente são os três anos na Madeira”.
Manuel Brito diz não ser preocupante a existência de uma longa lista de espera se houver uma gestão adequada
“Fica assustado que existam, na Madeira, mais de mil crianças em lista de espera e cerca de 600 ultrapassaram os tempos máximos? questiona Mário Pereira, com Manuel Brito a responder que “qualquer cidadão fica preocupado. O essencial é encontrar soluções. Quando o acesso não está controlado, há disfunções. Tudo o que seja ultrapassar os tempos clínicos recomendados, resulta em dinheiro deitado fora”.
Descubra mais sobre Funchal Notícias
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.




