Manuel Brito inscreveu no programa de Governo Regional a necessidade de um programa (SIGIC) para controlar continuamente as listas de espera e dar “transparência”

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Manuel Brito está a ser ouvido na Assembleia e disse, há pouco, que é preciso controlar as listas de espera através do SIGIC. Por causa da transparência. “Em Saúde, as meias verdades são complicadas”.

Não se podem comparar realidades diferentes em matéria de listas de espera na Madeira e no Continente, defendeu há pouco o primeiro secretário regional da Saúde do Governo de Miguel Albuqueruque, que está a ser ouvido na comissão eventual de inquérito parlamentar às listas de espera no SESARAM.

Manuel Brito diz que quando fez o programa de governo regional, na área da Saúde, inscreveu exatamente a importância do SIGIC (programa especial de combate às listas de espera criado em 2004 a nível nacional), numa perspetiva de melhorar o acesso. A fidelidade dos números é essencial, é transparente, vou ao computador e tenho a possibilidade de saber exatamente os tempos de espera”

O ex-governante revelou que, na altura foram avaliados  5 mil casos de reclamações e as pessoas não se indignavam com os serviços ou com a qualidade médica, indignavam-se mais relativamente à falta de acesso aos cuidados de saúde. E só há uma maneira mais concreta de avaliar isso, que é a lista de espera. Para mim, alertou-me”.

Manuel Brito, quando confrontado com questões do deputado do CDS, Mário Pereira, disse desconhecer as razões pelas quais os seus sucessores, na pasta da Saúde, não aplicaram o SIGIC na Madeira, tratando-se de uma situação de opções. “Penso que o SIGIC ajuda-nos, é uma boa solução. se eu tivesse a responsabilidade, tinha optado por implementar essa situação. Se não houver transparência, é muito complicado. Na Saúde, as meias verdades são complicadas”.

 


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