Comunidade concentra-se na Praça do Município, líder da Venexos está apreensiva, diz que Guaidó quer libertar a Venezuela mas “não é um golpe de Estado”

A comunidade venezuelana na Madeira saíu à rua num momento de tensão que se vive hoje na Venezuela.

Neste momento, na Praça do Município, a comunidade venezuelana na Madeira saíu à rua para apoiar a mobilização que decorre já há algumas horas, na Venezuela, com Juan Guaidó na liderança, mas que já regista contornos preocupantes, com anúncios de um carro militar que atropelou manifestantes, em Caracas.

Aura Rodrigues, a presidente da associação Venexos, disse ao Funchal Notícias que “a situação é muito tensa” e avançou que as informações mais recentes vão no sentido de uma incerteza relativamente ao sucesso ou insucesso desta mobilização, avançando apenas que “não se pode falar em golpe de Estado, uma vez que não há uma intenção de derrubar qualquer presidente, o presidente da Venezuela é Juan Guaidó, que apenas quer libertar o País de um homem que usurpou funções. Guaidó deu início à operação liberdade, que já tinha perspetivado há muito tempo e que era para acontecer amanhã,, mas que foi acelerada hoje com a libertação de Leopoldo”.

As notícias recentes não são muito animadoras de uma realidade pacífica. Aura Rodrigues diz que “tanto Guaidó como Leopoldo Lópes saíram de Altamira e estão em local incerto”, apontando como uma das causas a enorme tensão que nas últimas horas têm marcado a vida em Caracas, com confrontos entre manifestantes e a polícia e o exército ainda leal a Maduro.

Cristian Hohn é o presidente nacoional da Vanexos, é venezuelano mas está em Portugal há vinte anos. Mostra-se apreensivo com a situação, tem poucas informações, mas as que tem não permitem uma conclusão além da esperança que a Venezuela passa rapidamente por uma transição democrática e pacífica.