A Região Autónoma da Madeira sempre manifestou a sua gratidão para os seus filhos que tombaram na defesa da Pátria, prestando-lhes tributo em numerosas ocasiões, desde o grandioso monumento no Terreiro da Luta até ao recente esforço para imortalizar em memoriais e ruas o nome dos madeirenses sacrificados nos campos da Flandres e em terras de África.
A ideia foi deixada ontem em São Vicente pelo Representante da República para a Madeira, Ireneu Barreto que presidiu às cerimónias Comemorativas do Dia do Combatente e do 101º Aniversário da Batalha de La Lys, co-organiza pela Liga dos Combatentes e pela Câmara Municipal de São Vicente.
“A I Grande Guerra foi um dos períodos mais atrozes do século XX, deixando para a história um legado de 20 milhões de mortos”, lembrou Ireneu Barreto.
A Primeira Guerra Mundial chegou também à Madeira. A Alemanha declarou guerra a Portugal, a 9 de março de 1916, e nesse mesmo ano e no ano seguinte ocorreram os bombardeamentos da Cidade do Funchal, às mãos de submarinos alemães.
“O Funchal, assim como a Horta e Ponta Delgada, foram as únicas cidades portuguesas bombardeadas no Século XX, e os madeirenses mortos nessas ocasiões as únicas vítimas civis em território português do Primeiro Conflito Mundial”, recordou Ireneu Barreto.
Anos depois, na Guerra Colonial, outros tantos portugueses tombaram em defesa da Pátria.
“Quero agradecer sentidamente o esforço que a Liga tem feito para dignificar as suas sepulturas e, sobretudo, para a transladação para o nosso território dos seus corpos, felicitando-a por ter visto coroado o seu esforço com a recente abertura de Angola para tanto”, rematou.
Descubra mais sobre Funchal Notícias
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.





