
O diretor da Unidade de Gestão lntermédia dos Meios Complementares de Diagnostico e Terapêutica do Centro Hospitalar Universitário de Coimbra, João Pedroso de Lima está a ser ouvido na comissão parlamentar de inquérito ao funcionamento da unidade de Medicina Nuclear do SESARAM, revelando “existir anteriormente “um bom relacionamento com o Dr. Rafael Macedo”, até há pouco coordenador da unidade no Funchal, entretanto suspenso com processo disciplinar, mas considera que a relação deteriorou-se com as declarações do médico à TVI e a dois “post” no Facebook “que não correspondem à verdade”.
Pedroso de Lima considera inadequadas as declarações de Rafael Macedo quando refere disponibilidade para se submeter a novo exame, mas em direto e com advogado. “Se o Dr. Rafael Macedo quisesse melhorar curricularmente, podia fazer a prova de Medicina Nuclear europeia”. Considera leviana outra afirmação do médico suspenso quando este diz que “poderia ter influenciado a vinda de especialistas em Medicina Nuclear” no concurso levado a efeito pelo SESARAM, que acabou por ficar deserto. “Sempre falámos do concurso com toda a cordialidade”.
Pedroso de Lima não consegue perceber a motivação de Rafael Macedo, respondendo a uma questão do deputado social democrata Eduardo de Jesus. Pensa que este é o caminho oposto ao que foi sugerido ao médico e que, “para ele, será o precicípio”.
Respondendo a uma questão do deputado Mário Pereira, do CDS, o responsável que está a ser ouvido em comissão, manifestou “total solidariedade para com a diretora clínica do SESARAM”, sublinhando que “fez o que tinha a fazer por razões de segurança”. Diz que “por mais importante que seja desenvolver uma atividade, essa atividade deve ser feita com segurança e com confiança”.
Mário Pereira questiona, ainda, sobre se esta situação não será uma questão política, uma vez que só agora o SESARAM aponta anomalias à atividade do Dr. Rafael Macedo. Pedroso de Lima responde: Não posso falar da gestão diária do SESARAM. O que posso dizer é que havia alguma coisa no comportamento do Dr. Rafael Macedo que não transmitia uma imagem de serenidade. E lá fez o seu percurso e o seu exame de especialidade, não o fez com o brilhantismo de outros, mas teve a pior nota de final de especialidade, 12,4″.
Descubra mais sobre Funchal Notícias
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.




