Milagres e soluções para a Saúde não se encontram em pacotes, alerta Pedro Calado

O Orçamento Regional com uma dotação, para a Saúde, de 420 milhões de euros, correspondendo a um acréscimo de 86 milhões de euros face a 2018.

Num momento em que a Saúde na Madeira está sob grande tensão, o vice presidente do Governo Regional esteve presente no encerramento do Seminário “Anatomia do Erro Médico – Origem, Causalidade e Consequências”, que decorreu hoje, dia 15 de março, no auditório do Centro de Estudos de História do Atlântico/Professor Alberto Vieira, para dizer que, neste setor “os milagres são poucos e as soluções não se encontram em pacotes”. Reagia ao que que considerou como sendo “algumas vozes a se pronunciar sobre Saúde e a, inconscientemente, defender ser muito fácil resolver todos os constrangimentos e desafios que se apresentam nesta área”.

Pedro Calado lembrou que “os problemas com que o Serviço Regional de Saúde hoje se debate, são idênticos ao que se verificam a nível nacional e nos restantes países da Europa. O mundo desenvolvido está a passar por uma rápida transição demográfica, que se caracteriza pelo aumento progressivo e acentuado da população adulta e idosa. São tendências com fortes implicações estruturantes, e que têm consequências sobretudo ao nível do sector da saúde”.

Mas o vice do Governo de Albuquerque levou alguns números por entre a garantia que o novo Hospital é mesmo para avançar. O Orçamento Regional para este ano “aponta, justamente, no sentido do aprofundamento destas orientações, reforçando, substancialmente, as verbas afetas à área da saúde, com uma dotação de 420 milhões de euros, correspondendo a um acréscimo de 86 milhões de euros face a 2018, e que possibilitará a revitalização de infraestruturas de cuidados de saúde primários e equipamentos hospitalares, dotando-as de melhores condições, mais meios técnicos, melhores equipamentos, mais e melhores serviços prestados”.

Estes investimentos têm a virtude de prover a nossa Região de infraestruturas fundamentais para o seu desenvolvimento integrado e sustentado e dos quais se destaca, naturalmente, a construção do novo Hospital, que permitirá responder satisfatoriamente às necessidades atuais no domínio da prestação de cuidados de saúde”. Segue crítica ao Governo da República: “Como é do conhecimento público, apesar da importância vital que este projeto representa para a Madeira e para o Porto Santo, o seu delineamento tem conhecido várias adversidades, a começar pelo posicionamento dúbio do Governo da República, que tem obstaculizado o seu andamento, com avanços e recuos no que ao cofinanciamento diz respeito. Mas não será isso que nos demoverá da nossa intenção. O novo Hospital Central da Madeira será uma realidade”.

Sobre os profissionais, afirma haver empenho por parte do Governo em resolver os problemas para otimizar os recursos humanos do SESARAM. Fala no acordo com os médicos, fala na redução do horário de trabalho das 40 para as 35 horas semanais, já em vigor desde 2015, bem como a contratação de cerca de 250 enfermeiros neste mandato, “conseguimos evitar as greves que se verificaram a nível nacional, com grandes constrangimentos para o regular funcionamento dos serviços. O objetivo é, ainda este ano, recrutar mais profissionais, por forma a chegarmos às 400 contratações, tal como delineado entre o Executivo e a Ordem e sindicatos de enfermeiros”.