Muita folia e espectáculo no Carnaval madeirense que desfilou pelas ruas do Funchal

Fotos: Rui Marote

A folia saiu hoje mais uma vez à rua, no corso carnavalesco que todos os anos veste o Funchal de cores, alegria e esperança. Foram catorze as “troupes” que desfilaram no improvisado “sambódromo” da Avenida Sá Carneiro, perante o olhar atento de muitas pessoas, locais e visitantes, que não desdenharam de animar o seu Inverno juntando-se à diversão do Carnaval que na Madeira, quase faz crer que é Verão.

Entre os activos participantes e os meros mas fascinados espectadores, a moldura humana foi, como de costume, assinalável. A impressionar logo no início surgiu a “troupe” de João Egídio, que trouxe um espectáculo subordinado à temática “Seis Séculos de Folia Brilhante”. Seguiu-se-lhe, de imediato, a histórica “Caneca Furada”, trazendo mais de duas centenas e meia de foliões, e celebrando nada menos do que quatro décadas de existência. Nos fatos predominava o branco e as plumas, seguindo-se aos participantes iniciais um grupo de encantadoras “palhacinhas”. No carro alegórico, beldades a granel, seguidas duma porção de “mimos” e palhaços.

Veio depois a “Geringonça”, que, com o tema “Folia no Paraíso”, apresentou muita cor, a começar pelo verde. Mas tratou-se, de facto, duma “troupe” multicor, com adereços a evocar flores e alegres indígenas duma qualquer paragem paradisíaca (o Brasil doutros tempos?) Atrás vinha a “Fura Samba”, que, sob o título “Vem da Alma” deliciou os olhares dos espectadores com muitos amarelos e azuis, e vermelho e preto, sem esquecer o amarelo. Já a troupe dos “Cariocas”, que se confessavam “Rendidos à Folia”, trouxe muito azul e branco e não só. Sobretudo, muita alegria e animação.

Já a associação “Animad”, com uma participação intitulada “Divitia” trouxe um carro alegórico muito colorido, predominando nesta “troupe” as cores violeta e amarelo. Também não esqueceu o azul e, à semelhança de outros grupos, os seus participantes traziam imensas plumas.

De Câmara de Lobos, não faltou a “Turma do Funil”, que, sob a temática “Vamos ao baile” trouxe cores a lembrar os fatos de gala, nomeadamente o preto, além do púrpura e do azul claro, que ornamentava os corpos de várias jovens encantadoras com trajes reduzidos, no carro. A pé, nos criativos fatos, muito verde claro, além de uma bateria de pajens vestidos de cor carmim.

A associação “Império da Ilha” debruçou-se este ano sob a temática “História do Carnaval na Madeira”, trazendo à recordação os antigos bailes em espaços históricos como o Ateneu Comercial do Funchal. Com roupas muito elaboradas e criativas, as máscaras eram um tema muito evocado. A encerrar, uma bateria de “marinheiros”. Viu-se muito colorido, roupas com plumas pretas, cores verde e vermelha nos fatos, e também amarelo e castanho. Enfim, um mar de cores que submergiu os presentes.

Pelo seu lado, o grupo “Fitness Team” abordou também o tema “O Baile”, dando primazia às cores preta e branca, mas também apresentando fatos onde, entre outras cores, se viam cores púrpuras, azuis, entre outras.

A “Sorrisos de Fantasia” trouxe a temática “Madeira em Festa”, surgindo também com elaborados adereços, carregados de púrpuras, amarelos, verdes. Por seu lado, a “Tramas e Enredos” mostrou temáticas de inspiração marítima, ou não fosse o seu tema escolhido, precisamente, as “Maravilhas do Mar”. Foram fatos curiosos e diferentes, alguns com ornamentos a lembrar curiosas e animadas criaturas marinhas. Algumas das roupas evocavam, por exemplo, estrelas do mar.

Pelo seu lado, a “Rotiça”, uma “troupe” estreante, adoptou o tema “Madeira Avant-Garde” e trouxe uma miscelânea curiosa de foliões, entre os quais homens que caminhavam sobre andas, apresentando ainda, entre múltiplos participantes, algumas que lembravam curiosas e coloridas aves.

A “troupe” Dance Flavourz, do conhecido bailarino Francis, trouxe uma engraçada participação que evocava o mundo cinematográfico de Bollywood, na Índia, por oposição ao de Hollywood, nos Estados Unidos. Os foliões apresentavam-se, pois, vestidos com roupas indianas e exóticas, e associavam a coreografia cuidada a uma grande animação.

Finalmente, a troupe “Sweet Dancers”, inspirada pela temática “Uma História de Amor”, trouxe ao convívio de madeirenses e estrangeiros um engraçado grupo de mulheres piratas, entre outros foliões. Esta foi mais uma vez uma “troupe” multicor, mas que se caracterizou sobretudo por curiosos adereços prateados, azuis, etc. Enfim, no cômputo geral, este foi mais um Carnaval de sucesso.