Machico apresenta programa próprio para assinalar 600 anos de História da Madeira e Porto Santo

Decorreu hoje em Machico, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, a apresentação oficial do Programa “Machico 600
anos de História”, que surge no âmbito das comemorações dos 600 anos do achamento das ilhas da Madeira e Porto Santo.

A autarquia machiquense considera que o programa regional das comemorações dos 600 anos, apresentado no Conselho Consultivo, “não valoriza nem dignifica a importância que Machico teve enquanto berço dos Descobrimentos da História da Madeira”.

A Câmara sublinha: “Foi AQUI, nesta bela baía que Tristão Vaz Teixeira e João Gonçalves Zarco aportaram a 2 de Julho de 1419.
Foi AQUI que foi celebrada a primeira missa, como agradecimento e júbilo pela descoberta. Com este ato marcou-se,
indiscutivelmente, a importância histórica desta localidade que foi onde começou a história da Madeira”. Por outro lado, “foi igualmente AQUI que, segundo Jerónimo Dias Leite, se vendeu o primeiro açúcar que mais tarde haveria de ser denominado como o Ouro branco”.

A edilidade salienta a luta e determinação do povo de Machico, ao longo de seis séculos, gente essa que, quer no concelho, quer na diáspora, deixou “testemunhos de estoicismo”.

Por estas razões, mas acima de tudo pelo respeito à memória colectiva das suas gentes, é imperativo que Machico assinale de
forma digna estes 600 anos de povoamento”, refere a Câmara Municipal, sendo neste contexto que surge o programa comemorativo “Machico 600 anos de História”, juntando um conjunto de atividades culturais, recreativas e desportivas diversificadas que, durante o próximo biénio, visam dar “uma notoriedade ímpar a Machico enquanto Terra Primeira dos Descobrimentos”.

No sentido de enriquecer este programa, a autarquia preocupou-se em recolher contributos da sociedade, quer através da realização de reuniões com as associações culturais e recreativas do concelho, quer através da criação de uma linha aberta (e-mail) onde qualquer munícipe poderia manifestar a sua opinião e desta forma valorizar este programa comemorativo.

Foi, pois, criada uma comissão organizadora constituída por historiadores, animadores sócio-culturais, e representantes das
associações locais e do Mercado Quinhentista que prepararam à volta de 40 actividades.

A edilidade salienta, do programa, algumas acções, nomeadamente: a Marca “ Machico, 600 anos” (logo), a produção de estandartes (expostos hoje nos Paços do Concelho e fruto doenvolvimento dos alunos e professores do Curso de Artes da EBS Machico) as exposições (“600 anos em 300 moedas”, Exposição colectiva de artistas locais), o congresso internacional (“Lugares Pioneiros”), o projecto CHM (7 placas de identificação urbana pelo património edificado de Machico), elementos escultóricos (de elevado interesse municipal e regional), a publicações “Edição 600 anos”(Republicação dos Anais de Machico, conto infantojuvenil inspirado no Mercado Quinhentista, …), intervenções de arte urbana (com artistas locais, por exemplo no Largo dos Milagres), os concursos (literário, e de fotografia) desafios educativos do Museu da Baleia (À Pala dos 600 anos), uma regata de canoas, uma corrida dos 600 anos, um Hino dos 600 anos, o musical “A Lenda de Machim”, um espectáculo com todas as associações culturais de Machico, etc.

Machico diz pretender, igualmente, a alteração o dia do concelho de Machico de 9 de Outubro para 8 de Maio, por ser esta a data
da doação da capitania de Machico pelo Infante D. Henrique a Tristão Vaz Teixeira assinalando, assim o primeiro acto administrativo da Primeira Capitania da Expansão Marítima.


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