Mandar fazer exames na “Quadrantes” não é problema dos médicos, é uma opção política e do SESARAM

Pedro Freitas diz que a Ordem, na Região, “mantém-se vigilante, como sempre esteve”, relativamente à Saúde.

A Ordem dos Médicos na Madeira “está atenta e vigilante, como sempre esteve, relativamente aos problemas da Saúde na Região. Sempre alertámos para as situações e mantemos o acompanhamento de todos os casos e todos os contornos relativos ao setor”. Foi assim que Pedro Freitas, o médico que lidera a Ordem na Região, reagiu a toda a polémica que envolve a Unidade de Medicina Nuclear do Hospital Dr. Nélio Mendonça, na sequência de uma reportagem da TVI onde o clínico responsável pelo serviço denuncia a fraca produtividade dessa mesma unidade e o recurso ao privado para a feitura dos exames, no caso a “Quadrantes”, hoje Joaquim Chaves Saúde.

Pedro Freitas deixa claro que “mandar fazer os exames na Quadrantes não é um problema dos médicos, é uma opção política e do conselho de administração do SESARAM. Os médicos não mandam fazer exames fora simplesmente porque sim, fazem-no quando não é possível essa execução no serviço público. É importante que as pessoas percebam estes contornos”.

O presidente do Conselho Médico da Ordem, na Região, reforça que “estas opções são determinadas pelo conselho de administração”, sublinhando que da parte da componente médica “o objetivo é o tratamento do doente, que está sempre em primeiro lugar quando é preciso optar por fazer os respetivos exames que cada situação exige”.

Nos ultimos dias, a Saúde na Região está, assim, de novo sob fortes críticas, a exemplo do que tem vindo a acontecer nos últimos anos, situação a que não está alheio o facto do Governo Regional já ter sido obrigado a alterações na liderança da tutela política do setor, já vai no terceiro secretário. A reportagem da TVI, sobre a Unidade de Medicina Nuclear, veio trazer à discussão o tema, sucederam-se as reações por parte de vários setores da sociedade madeirense e a componente política, para mais em ano de eleições, ganhou outros contornos e maior dimensão.

O Governo veio a público, através do presidente e do secretário que tutela o setor, garantir que não a situação retratatada publicamente não corresponde à verdade e Miguel Albuquerque assegurou confiança em Pedro Ramos, o titular da pasta da Saúde, mas mandou avançar com uma comissão de inquérito parlamentar tendo em vista “esclarecer quaisquer dúvidas”, negando sempre que este acordo com a “Quadrantes” envolva qualquer favorecinento, tratando-se de um acordo que vem de 2009.