PPM critica “jogo do empurra” de responsabilidades por causa da derrocada na Calheta

O PPM Madeira veio hoje lamentar a perda recente de mais uma vida na sequência de novo desastre natural, referindo-se à jovem cozinheira que foi vitimada por uma derrocada na marginal da Calheta.

Desta vez, criticam os monárquicos, foi uma derrocada de rochas cujo perigo iminente já tinha sido anunciado. Aliás, nem sequer era necessário fazer estudos nem relatórios de peritos, diz este partido, visto que desde há uns anos para cá naquela zona têm-se desprendido rochas da escarpa como é do conhecimento de todos.

“Infelizmente foi uma vida que se perdeu, mas poderiam ter sido muitas mais se a derrocada atingisse a sala do restaurante em causa”, aponta o PPM, que denuncia “o jogo do empurra de uns para os outros, sem ninguém a querer assumir culpas nem responsabilidades, uns porque dizem que nunca foram contactados para fechar portas do restaurante para a limpeza da escarpa, outros que dizem que até ameaças receberam por parte do proprietário do mesmo”.

Mas afinal, aponta o PPM, “o certo é que o restaurante estava lá, e para ter portas abertas tinha que ter as licenças em dia, nesse ponto ninguém fala…”

“Estamos numa região onde o Governo Regional expropria tudo e todos para fazer estradas e outras obras megalómanas, mas vem dizer como se viu nos meios de comunicação social, “tivemos medo das ameaças do proprietário do restaurante”.

Mas afinal, questionam os monárquicos, “não existem as forças policiais?”