Rampa da Ponta do Sol nunca teria superespecial mesmo que houvesse mais verbas da Câmara, esclarece o diretor do clube organizador

As verbas para a Rampa da Ponta do Sol e as interrogações que têm vindo a ser levantadas com a não realização da superespecial, marcaram a conferência de imprensa de apresentação da prova. Com três palavras chave, segundo uma nota da Autarquia, clarificação, capacidade de adaptação e resiliência.

Primeiro, a clarificação. José Canha, diretor da secção de desporto motorizado do Clube Desportivo Nacional, entidade que organiza a prova, deixou claro que o apoio da autarquia foi importante para a organização da rampa, uma vez que deu o apoio que podia nesta altura, mas deixando claro que se não fosse essa verba não teria sido possível levar a primeira prova do campeonato àquela zona da ilha. Visivelmente incomodado com críticas que nos últimos dias têm surgido direcionadas à prova, o homem forte do automobilismo alvi-negro realçou que mesmo que a Câmara tivesse canalizado uma verba para a realização da superespecial, que aconteceu apenas em 2016 e 2017, ela não iria acontecer porque a estrada onde passaria está encerrada há alguns meses.

A capacidade de adaptação foi a tónica do discurso de Célia Pessegueiro, que recordou, ao usar da palavra, que este momento da vida da autarquia só permite que as verbas dadas sejam as possíveis, congratulando-se pela capacidade que o clube Desportivo Nacional e de algumas associações do concelho se adaptarem à realidade atual.

Por outras palavras, a presidente da autarquia quis deixar a mensagem de que o ser humano, perante novas circunstâncias, tem capacidade de se adaptar e encontrar soluções, referindo-se à recente polémica sobre a atribuição de subsídios na Ponta do Sol, reajustados este ano e que tornaram possível haver mais dinheiro disponível para associações humanitárias.

Visivelmente satisfeita por estarem na estrada 3 equipas do concelho, num total de 52 inscritas, comparou os números com 2018 para recordar que, nesta edição, estão mais dez concorrentes a lutar pelos diversos troféus

O dirigente do Clube Desportivo Nacional, Elias Homem de Gouveia, manifestou a total disponibilidade para que sejam feitas futuras parcerias entre as duas instituições e realçou que a autarquia da Ponta do Sol e o seu clube tinham em comum uma extraordinária capacidade de resiliência, vivendo momentos de altos e baixos, ironizando com as descidas de divisão e com alguns resultados.