
As dores neuropáticas são incapacitantes, reduzem a qualidade de vida, prejudicam a atuação profissional e limitam a participação social dos pacientes. Um problema que o Serviço de Saúde da Região está a debater, mas também está a desenvolver procedimentos que visam o alívio dessa dor através do implante de um dispositivo subcutâneo.
Neste enquadramento, o Centro Multidisciplinar de Medicina da Dor – Dr. Rui Silva (CMMDor), dirigido pelo Médico Anestesiologista Duarte Correia, promoveu uma atividade prática no Serviço, sob a orientação do especialista Gustavo Fabregat, Anestesiologista da Unidade de Dor do Hospital General Universitário de Valencia.
No âmbito da aposta formativa do CMMDor do SESARAM, refere uma nota enviada à comunicação social, “o médico especialista, deslocou-se à Madeira, para acompanhar a equipa do SESARAM na discussão de casos clínicos e na realização de um procedimento para o alívio da dor neuropática severa. A técnica consistiu no implante de um dispositivo subcutâneo que emite impulsos elétricos através de um elétrodo colocado no espaço epidural de forma a bloquear os estímulos dolorosos”.
A mesma nota aponta que “considerando as particularidades do doente complexo nesta situação específica foi decidido implantar um sistema de estimulação medular (implante de electro cateter duplo – abordagem percutânea ascendente e retrógrado) para o alívio da dor que não foi possível tratar com medicação e/ou outros métodos. Este procedimento além de aliviar da dor do paciente, melhora a sua qualidade de vida, devolvendo-lhe a capacidade laboral, a independência e a autonomia”.
O SESARAM revela que este tipo de intervenção “é prática corrente no CMMDor”, mas salvaguarda que “existem situações específicas (como era o caso) que requerem uma abordagem mais minuciosa para a otimização dos resultados clínicos. Através deste tipo de iniciativas, o CMMDor pretende fomentar a partilha de conhecimentos e experiências com especialistas de reconhecido mérito no âmbito do tratamento da dor, num ambiente informal de normal funcionamento dos laboratórios de hemodinâmica, sendo uma mais valia para os profissionais e para os doentes da RAM”.
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