O Bloco de Esquerda evocou hoje a “Revolta da Farinha”, um levantamento popular espontâneo contra a subida do preço do pão, decorrente da criação de um monopólio na importação de cereais, por decreto de Salazar – que ficou conhecido como “o decreto da fome”. Esta revolta, recorda o BE, decorreu entre 4 e 9 de Fevereiro de 1931. A Insular de Moinhos foi foi um dos focos da revolta, foi uma das empresas beneficiadas pelo decreto e por isso foi alvo da fúria dos revoltosos.
“Uma das marcas da ditadura de Salazar”, aponta o Bloco, foi conceder privilégios a algumas famílias, que passavam a dominar sectores económicos inteiros. “Tivemos na Madeira forte concentração em diversas actividades por determinação do Governo de Salazar, na transformação do leite, na da cana de açúcar, além da importação de cereais. A consequência foi a perda de rendimentos e o aumento do custo de vida população”, refere Paulino Ascensão, coordenador do BE Madeira, para considerar que actualmente “temos um cenário semelhante, agora é o Governo Regional a criar e a alimentar os monopólios, a concentrar as actividades económicas e o poder nas mãos de umas poucas famílias – é para isso que tem servido a Autonomia – com a mesma consequência no aumento do custo de vida”.
Desses ditos “monopólios ou negócios com lucros garantidos”, o BE cita os transportes marítimo e os portos, as concessões da Via Litoral e Via Expresso, as inspecções automóveis ou a gestão privada da Zona Franca. “O outro lado da moeda são a pobreza e o desemprego e a nova de jovens qualificados a ter de emigrar porque não encontra perspectivas de futuro na Madeira”, queixa-se o partido, que considera ser necessária “uma nova revolta do Povo da Madeira (pacífica, através do voto), pelo fim dos monopólios (…)”.
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