Cunha e Silva: “Chegou a hora (…) de fazer continência ao general e mostrar-se disponível para os combates (…)

Fotos: Rui Marote

O presidente da Mesa do Congresso do PSD Madeira, João Cunha e Silva, declarou hoje no encerramento daquele encontro político que volta a exercer funções partidárias com a consciência de que “todos somos poucos para ganharmos os desafios que temos pela frente”. Apelando a uma “efectiva unidade”, da qual, sublinhou, o PSD precisa, Cunha e Silva apelou ainda à “grande determinação e empenho geral” para ser “um partido vencedor, representante genuíno do povo, guardião da Autonomia e impulsionador do desenvolvimento da Região”.

“Chegou a hora de dar um passo em frente, apresentar-se na formação, fazer a continência ao general e mostrar-se disponível para os combates que aí vêm”, exortou, militarista. Isto com “muita firmeza, solidariedade e dedicação, sendo iguais a nós próprios e defendendo os nossos ideais (…), pensando sempre mais nos outros do que em nós próprios”.

A metáfora militarista de Cunha e Silva foi assumida de modo tão mais significativo, quanto aproveitou para prestar homenagem aos “camaradas caídos”, ou, conforme disse especificamente, “que já nos deixaram” e a quem “o partido deve estar eternamente grato”.

Entre os elogiados mas ainda vivos, deu destaque a “Alberto João Jardim, figura insigne da Madeira”, que tornou “emancipada e desenvolvida”.

Enalteceu ainda o trabalho de todos os parlamentares que contribuíram para “fazer crescer a democracia”, não se esquecendo também de frisar o contributo dos autarcas, “os primeiros do nosso grande exército popular”.

Realçou também que neste congresso do PSD-M, um congresso de “sucesso”, todos se entenderam “com sotaque”, sem necessitar de tradutor, e sem que viesse alguém de fora dizer aos madeirenses como agir, num eco de “subserviências bacocas de tempos que já lá vão”.

“Aqui está mais um soldado ao dispor para alinhar para as três difíceis batalhas que se avizinham (…), prontificou-se.