Bloco de Esquerda acusa discursos social-democratas de imitarem os de Nicolás Maduro

O Bloco de Esquerda já reagiu aos discursos proferidos no Congresso do PSD-Madeira, considerando que os mesmos “relatam uma realidade paralela de sucessos da governação regional onde os problemas são culpa do inimigo externo (Lisboa) e da oposição interna, “traidora da autonomia”.

Parecem, refere um comunicado assinado pelo coordenador regional Paulino Ascensão, “os discursos de Maduro que apregoa êxitos que mais ninguém vê e sacode as culpas de todos os males para o inimigo externo (americano) e para a oposição “traidora da pátria”.

Ora, aponta, “a Madeira não é a Venezuela, porque enquanto Maduro detém poder absoluto, os governantes regionais têm poderes limitados pelas Leis da República que defendem o povo madeirense de maiores abusos”.

O Bloco aponta também o dedo a Alberto João Jardim, acusando o antigo presidente do Governo Regional de “debitar as alarvidade habituais com todo o despudor”  insultando a inteligência dos madeirenses “que sofrem as consequências da dívida oculta, em especial os que perderam o seu trabalho, a sua casa, os que perderam os seus negócios e os que tiveram de emigrar. Veio falar de uma dívida histórica imaginária, para evitar as explicações sobre a dívida que o próprio contraiu e que o povo madeirense está a pagar e que serviu apenas para aumentar as fortunas pessoais dos grandes patrões da “Madeira nova”.

A sua obra feita é desenvolvimento?, questiona Paulino Ascensão. Então, interroga, “onde estão os empregos que resultam de tão grandes investimentos, porque têm de emigrar agora os jovens e porque diminui a população madeirense e se encerram escolas por falta de alunos? Porque continua a Madeira a ser a região com o segundo maior risco de pobreza do país?”

Por outro lado, o bloquista refere que o congresso “declarou a “interdição” de Albuquerque (a incapacidade de governar-se sozinho) e oficializou Jardim como seu tutor. Reconheceu a absoluta incapacidade do presidente do Governo e do PSD, bem como a falência total da Renovação. Miguel Albuquerque fica reduzido a uma figura decorativa, sem verticalidade, sem autoridade e sem palavra. O PSD sai do congresso sem ideias nem projecto, insiste nas soluções erradas e nas figuras do passado que levaram a Madeira à bancarrota, agarrados ao poder pelo poder (…)”.